Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de julho de 2021
Um homem morreu após ser atacado por um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, na tarde de sábado (10). Marcelo Rocha Santos, de 51 anos, chegou a ser levado para o Hospital da Restauração (HR), no centro de Recife, mas não resistiu. O capitão do Corpo de Bombeiro Joel Fernandes, que participou da ação, disse à imprensa local que a vítima jogava futebol, quando resolveu entrar no mar para retirar a areia do corpo. Ele chegou a gritar que estava sendo atacado pelo animal.
“Eles estavam em uma confraternização, jogando futebol, e depois ele, sozinho entrou [no mar] para tirar a areia do corpo e ficou com a água abaixo da linha da cintura, não estava no fundo. Quando foi mordido, ele mesmo gritou informando que estava sofrendo um ataque de tubarão. Foi quando os salva-vidas do posto 10 desceram, o retiram da água e fizeram o primeiro atendimento”, relatou.
A vítima teve a mão direita amputada e um ferimento profundo na coxa causados pelo animal.
“Como o tubarão pegou na parte posterior da coxa, foi feita a contenção da hemorragia com atadura e gaze. Ele foi retirado do mar e entregue no HR com vida. Saiu da praia com saturação 88, mas chegou lá (no HR) com saturação 75 e não resistiu”, contou o capitão sobre o salvamento.
Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit), já foram registrados 62 ataques de tubarão nas praias de Pernambuco desde 1992. Em 26 casos, os banhistas morreram.
A área da Igrejinha de Piedade, local onde aconteceu o ataque de sábado, é o ponto com maior incidência de ataques: ao todo são 13 registros.
Incidentes com tubarão
O primeiro ataque de tubarão registrado pelo Comitê de Monitoramento de Incidente (Cemit), em Pernambuco, ocorreu no dia 28 de junho de 1992. Desde estão, foram notificadas 66 ocorrências, contando com o caso deste sábado (10), em que um homem de 51 anos morreu.
Os banhistas são as principais vítimas e a área de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, aparece como líder entre os pontos de maior incidência.
Desde 1992, 26 vítimas morreram depois de serem atacadas por tubarões. Outras 40 pessoas conseguiram sobreviver.
Entre os mortos, 24 eram banhistas, como o homem atacado no sábado. Os outros eram surfistas. Ao todo, o Cemit notificou 28 casos de feridos entre surfistas. As outras pessoas que tiveram lesões eram banhistas.
O Recife registrou 27 ocorrências e Jaboatão dos Guararapes, 24. No Cabo de Santo Agostinho, houve seis casos e Olinda registrou quatro. Paulista e Goiana tiveram um, cada.
A área da Igrejinha de Piedade, onde aconteceu o caso deste sábado, é o ponto com maior incidência de ataques, desde 1992. Foram 13 registros. O segundo lugar é a área do edifício Acaiaca, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, com sete casos.
Os homens são a maioria das vítimas: 57. Também houve incidente com tubarão envolvendo duas mulheres e quatro pessoas não identificadas.
A maioria das pessoas atacadas tinha entre 14 e 25 anos de idade. Foram 43 casos nessa faixa etária. O segundo lugar fica com vítimas que tinham entre 26 e 49 anos: 12. Também houve registro de sete pessoas sem idade definida.
O mês de julho é o período com maior incidência de ataques, com dez casos. Em segundo lugar fica maio, com oito registros.
Ainda segundo o Cemit, os casos ocorrem, com maior frequência, durante a lua nova, com 20 registros. Depois, aparecem luas cheia (17) e crescente (15). Grande parte dos ataques é registrada nos fins de semana. Foram 19 aos domingos e 12, aos sábados.
Desde o 30º incidente, em 1999, que vitimou o 23º surfista, o surf, o bodyboarding e atividades similares foram proibidas em trechos do litoral pernambucano, considerados áreas de maior risco, segundo o comitê.
Os comentários estão desativados.