Quarta-feira, 08 de dezembro de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
23°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Ataque hacker a aplicativo das prévias do PSDB é “plausível”, diz fundação que desenvolveu a ferramenta

Compartilhe esta notícia:

Disputam as prévias o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio, Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul), e João Doria (governador de São Paulo). (Foto: Divulgação)

No meio do impasse que envolve as prévias do PSDB, a Faurgs (Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), responsável pela ferramenta on line de votação, considerou ser “muito plausível” ter ocorrido um ataque de hackers ao aplicativo usado no domingo pelos filiados. Na avaliação da Faurgs, o problema que impediu o funcionamento do aplicativo de votação das prévias teve como causa mais provável um “congestionamento de acessos incompatível com o número de eleitores cadastrados”.

Mesmo reconhecendo a possibilidade de ter havido um problema de invasão no domingo, o PSDB segue em busca de uma solução para dar prosseguimento às prévias para escolher o pré-candidato da legenda à Presidência. O partido tenta encontrar uma nova empresa para oferecer um aplicativo seguro de votação, mas as primeiras tentativas não resistiram ao chamado “teste de estresse” para ver a capacidade de suporte aos ataques. Os primeiros testes feitos durante a madrugada desta quarta-feira (24), não foram considerados “totalmente satisfatórios” pelo comando do partido.

Por causa disso, a novela da votação das prévias presidenciais voltou à estaca zero e ainda não há prazo para a retomada da votação. Além do desafio tecnológico, racha entre os pré-candidatos e pressão interna, os tucanos terão de lidar ainda com a judicialização da disputa. Acionado por um filiado do PSDB, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o partido esclareça todos os problemas identificados no processo das prévias em até 10 dias.

A decisão do ministro do TSE Benedito Gonçalves foi motivada por um mandado de segurança apresentado por Gustavo Futagami da Silva, advogado filiado à sigla e ligado à Juventude do PSDB. O mandado pede que as prévias sejam suspensas até que as falhas apresentadas durante a votação sejam solucionadas. Na prática, porém, o pleito interno já foi suspenso pelo comando do partido, que partiu para o “plano C”, testando mais uma empresa, agora de Brasília.

No pedido, Silva alegou que o problema no aplicativo original, desenvolvido pela Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs), feriu “o direito líquido e certo do filiado de escolher, através do voto, o próximo presidenciável do PSDB”. A direção do partido informou que “quando notificado, o PSDB solicitará nota técnica à Faurgs” sobre as explicações pedidas.

Depois que o aplicativo da Faurgs apresentou falhas nas prévias de domingo, o PSDB decidiu procurar outra empresa para executar o serviço. A primeira opção foi a Relatasoft, mas havia a condição de que o aplicativo suportasse bem o “teste de estresse” do sistema ao qual seria submetido. Mas, segundo o PSDB, os resultados atingidos não foram suficientes para sua adoção.

“Em relação à empresa de votação eletrônica para as prévias do PSDB, os testes realizados durante toda noite e madrugada não foram totalmente satisfatórios. Em reuniões confirmadas já para o início dessa manhã, o PSDB e campanhas já programam testes com a nova empresa. Outras entidades também já estão contatadas”, informa nota oficial da legenda.

Como “plano C”, os tucanos recorreram às “abelhas” para tentar solucionar o problema. O aplicativo que estava sendo testado pelo PSDB nesta quarta-feira é da plataforma Beevoter, de Brasília. No seu portfólio, a empresa diz que “atua no mercado há mais de uma década em votações à distância, visando sempre a segurança, integridade, transparência e principalmente a satisfação dos clientes”.

A empresa afirma ainda já ter realizado “mais de uma centena de pleitos eleitorais, desde pequenas eleições com poucas dezenas de votantes até pleitos com mais de um milhão de eleitores”.

O problema prolonga o desgaste enfrentado pelo PSDB por não conseguir um desfecho para suas prévias presidenciais. Disputam as prévias os governadores João Doria (São Paulo), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. E os três candidatos têm deixado clara sua pressa para que uma solução seja encontrada o mais rápido possível, justamente para minimizar o prejuízo político causado à imagem do partido.

Além disso, os tucanos têm se desgastado internamente com a divisão entre os grupos que apoiam especialmente as campanhas de Doria e Leite. O escolhido pelas prévias terá o desafio de, antes de impulsionar sua campanha presidencial, curar as feridas causadas entre os tucanos por conta do acirramento da disputa pela vaga de candidato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Governadores preparam ação no Supremo para garantir pagamentos caso a PEC dos Precatórios seja aprovada
Sérgio Moro mira alianças até com o Centrão e faz maratona de reuniões em busca de apoio nas eleições de 2022; ex-ministro de Bolsonaro, general Santos Cruz é cotado para vice na chapa do ex-juiz da Lava-Jato
Deixe seu comentário
Pode te interessar