Quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2026
A passagem havia sido reaberta de forma limitada na segunda-feira
Foto: ReproduçãoO bombardeio de tanques israelenses e ataques aéreos mataram pelo menos 21 pessoas, incluindo quatro crianças, na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (4), e Israel fechou a passagem pela fronteira de Rafah, informaram autoridades palestinas.
O Exército israelense afirmou que os tanques dispararam contra Gaza e que ataques aéreos foram lançados depois que um atirador abriu fogo contra soldados israelenses e feriu gravemente um reservista.
Os ataques atingiram a Cidade de Gaza e Khan Younis. Um responsável pela área da saúde de Gaza disse à agência Reuters que Israel também interrompeu a passagem de pacientes pela passagem de fronteira de Rafah para o Egito, dois dias após ela ter sido reaberta.
Um porta-voz do Crescente Vermelho disse que pacientes haviam chegado a um hospital em Khan Younis em preparação para cruzar Rafah para tratamento, mas foram informados de que Israel havia adiado as evacuações. “Eles ligaram para os pacientes e disseram que hoje não haverá viagem alguma, a passagem está fechada”, disse à Reuters, no hospital, Raja’a Abu Teir, uma paciente palestina que estava prevista para ser evacuada, enquanto vários pacientes aguardavam em ambulâncias.
Reabertura da passagem faz parte do plano de Trump
A reabertura da passagem de Rafah era uma das exigências do cessar-fogo de outubro, que estabeleceu a primeira fase do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para interromper os combates entre Israel e os militantes palestinos do Hamas.
Dezesseis pacientes de Gaza e 40 acompanhantes cruzaram para o Egito na terça-feira (3), disseram médicos de Gaza. Uma fonte da polícia do Hamas afirmou que pelo menos 40 pessoas atravessaram do Egito para Gaza no fim da noite de terça-feira.
Em janeiro, Trump declarou o início da segunda fase do cessar-fogo, na qual as partes negociariam o futuro governo e a reconstrução do enclave devastado. Questões-chave, como a retirada das forças israelenses de mais de 50% de Gaza que elas ocupam atualmente e o desarmamento do Hamas, continuam sem solução, enquanto o frágil cessar-fogo tem sido marcado por violência quase diária.
Desde o início do cessar-fogo, o fogo israelense matou pelo menos 530 pessoas, a maioria civis, segundo autoridades de saúde de Gaza. Militantes palestinos mataram quatro soldados israelenses no mesmo período, segundo autoridades israelenses.
A ofensiva de Israel, que já dura dois anos na Faixa de Gaza, matou mais de 71 mil palestinos, segundo autoridades de saúde de Gaza, deslocou a maior parte da população e deixou grande parte do território em ruínas. O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra, matou cerca de 1.200 pessoas em Israel, segundo contagens israelenses.
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530 palestinos e 4 soldados israelenses, brilhante plano de paz negociado pelo ganhador do prêmios FIFA e Nobel (de segunda mão) da paz.