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Notícias Iluminação especial do Palácio Piratini em homenagem aos festejos farroupilhas vai até domingo

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Prédio quase centenário já abrigou 38 governadores. (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

Até este domingo, a arquitetura neoclássica de tons bege-acinzentados do Palácio Piratini, no Centro Histórico de Porto Alegre, ganha durante a noite as cores da bandeira gaúcha, com linhas verticais em verde, vermelho e amarelo, projetadas por 22 canhões refletores de luz. A decoração especial foi instalada no início do mês, em homenagem aos festejos farroupilhas.

“Essa iluminação foi feita para destacar ainda mais os elementos ornamentais da fachada, como acessos, colunas e estatuárias. Isso valoriza o patrimônio histórico”, explica Maria Clara Bassin, coordenadora da assessoria de arquitetura do prédio onde funciona a sede do Executivo.

Para o governador Eduardo Leite, o Palácio iluminado com as cores da bandeira Rio Grande do Sul representa uma justa homenagem do governo às nossas culturas e tradições. “Cultivar as nossas raízes, como fazemos ao longo da Semana Farroupilha, é também uma forma de reafirmar a nossa identidade como um povo virtuoso e batalhador”, enfatiza o governador.

Significado

“Liberdade, Igualdade e Humanidade”. A cada comemoração do 20 de Setembro, o povo gaúcho contempla suas referências históricas, homenageando a Revolução Farroupilha (1835-1845). O lema, que hoje faz parte do brasão do Rio Grande do Sul foi adotado através da Constituição Estadual de 1891, por iniciativa do então presidente do Estado (cargo equivalente ao atual governador), Julio de Castilhos.

Outro elemento indissociável da nossa cultura é a bandeira, que teria surgido durante a Revolução (também conhecida como “Guerra dos Farrapos”) e adotada oficialmente também em 1891, junto com o brasão. Embora não haja um consenso sobre o assunto, alguns historiadores acreditam que o verde significaria a mata dos pampas, o vermelho simbolizaria o ideal revolucionário e o amarelo representaria as riquezas do território gaúcho.

O prédio

Projetado pelo arquiteto francês Maurice Gras, o Palácio Piratini começou a ser construído em 1896, mas com a morte de Castilhos (1860-1903) as obras ficaram paralisadas por 13 anos. A obra foi reiniciada em 20 de setembro de 1909, já sob a administração de Carlos Barbosa, e inaugurada em 17 de maio de 1921, quando Borges de Medeiros era o chefe do Executivo gaúcho.

Como a ala residencial só ficou pronta sete anos depois, o seu primeiro ocupante foi o então presidente estadual Getúlio Vargas, que ali residiu entre 1928 e 1930 – ano em que se tornou presidente da República como um dos líderes da revolução que derrubou o presidente Washington Luís e a chamada “República Velha”. Ao todo, 38 governadores já trabalharam no prédio, incluindo o atual.

O Piratini pode ser visitado a qualquer momento, de forma gratuita e orientada (com guias), de segunda a sexta-feira durante a manhã (9h30min, 10h30min e 11h30min) ou à tarde (14h, 15h, 16h e 17h). No caso de turmas com mais de dez integrantes, é necessário fazer um agendamento, por meio do telefone (51) 3210-4168.

(Marcello Campos)

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