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Política Auditor da Receita Federal acessou dados de enteada do ministro do Supremo Gilmar Mendes; “fiz burrada”

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Auditor acessou nos sistemas fechados da Receita dados de uma enteada do ministro Gilmar Mendes (foto). (Foto: Antônio Augusto/STF)

O auditor da Receita Federal (RF), Ricardo Mansano de Moraes, alvo de buscas da Polícia Federal (PF), sob suspeita de acessar e vazar dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parentes, alegou a investigadores e a colegas do Fisco que por “acidente” e “infelicidade”, acabou acessando nos sistemas fechados da Receita dados de uma enteada do ministro Gilmar Mendes, filha da mulher do decano do STF, Guiomar Feitosa.

Mansano é auditor de carreira há 19 anos e compõe a Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório (Eqrat) – braço técnico da Receita que faz análise, auditoria e gestão dos créditos que os contribuintes possuem a receber da União, e também o controle de créditos tributários devidos ao Fisco.

O auditor, que trabalha na Delegacia da Receita em Presidente Prudente, foi afastado de suas funções e teve o sigilo quebrado (bancário, fiscal e telemático) por ordem do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

Mansano está proibido de sair da cidade onde reside e obrigado ao recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana. O passaporte do auditor foi recolhido e ele não pode deixar o País, nem mesmo ingressar nas dependências da RF.

Além de Mansano, outros três servidores públicos foram alvo da Polícia Federal nesta manhã da última terça-feira (17): Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos, que não são funcionários da Receita. Luiz Nunes é servidor do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Mansano relatou a investigadores que leu uma reportagem publicada na Revista Piauí, meses atrás, sobre suposta venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça. Um sobrenome a partir da leitura chamou sua atenção: Feitosa.

O auditor diz que achou que poderia se tratar de um parente de um colega que é de Cuiabá, que não vê há muitos anos, e que já se teria desligado da Receita.

Com o sistema do Fisco aberto em seu computador ele resolveu pesquisar o nome Feitosa. Quando foi acessar a declaração de imposto de renda do CPF, Mansano esbarrou no “Alerta”, base de dados de pessoas politicamente expostas, como ministros do STF e familiares.

Ele constatou que o sobrenome Feitosa se tratava de uma enteada de Gilmar após buscas no Google.

Em janeiro, provocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a Corregedoria da Receita pediu esclarecimentos a Mansano sobre a tentativa de acesso a dados confidenciais. Ele apresentou sua versão. “Fiz burrada”, disse a investigadores quando a Polícia Federal chegou à sua casa. Garantiu que não vazou nenhuma informação.

Colegas do auditor ouvidos pelo Estadão criticaram o que chama de desproporção da ação da PF. Para eles, a nota da Receita é clara ao usar a expressão preliminarmente, ou seja, não há ainda conclusão da investigação interna. Eles avaliam que a operação da PF foi ‘truculenta’.

Outros observaram que não há suspeitas de que Ricardo Mansano tenha vazado dados sigilosos da enteada do ministro. (Com informações do blog do Fausto Macedo/O Estado de S. Paulo)

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Investigação sobre vazamento de dados encontrou “múltiplos acessos ilícitos” em sistema da Receita Federal
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