Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de fevereiro de 2016
Entre as várias mudanças que costumam aparecer com a idade, a urgência para urinar é uma das que mais incomodam. Essa condição é decorrente da próstata aumentada, que não apresenta grandes riscos para a saúde masculina, mas pode atrapalhar a qualidade de vida no trabalho e nas relações pessoais.
A explicação é simples: responsável pela fabricação do fluido que constitui o sêmen, a próstata pode crescer ao longo dos anos. Conforme o tempo passa, a glândula reprodutiva pressiona a uretra e a bexiga, causando o desejo constante de ir ao banheiro. Essa condição costuma ocorrer em muitos homens que chegam à velhice.
Não existem causas específicas para o aumento da próstata. O que se sabe é que alguns fatores relacionados ao envelhecimento e a desequilíbrios hormonais podem influenciar.
Os sintomas da também chamada HPB (hiperplasia prostática benigna) podem ser confundidos com os de uma infecção urinária. Entre eles estão a vontade frequente de urinar, dificuldade para fazer xixi, um fraco fluxo urinário, desejo de ir ao banheiro à noite, necessidade de fazer força para conseguir urinar, e não conseguir esvaziar totalmente a bexiga e ainda interromper o fluxo da urina.
Fatores de risco.
O primeiro dos fatores de risco é o envelhecimento. Os sintomas costumam aparecer aos 55 anos.
Dados indicam que um em cada quatro homens pode apresentar os sinais do problema. Aos 75 anos, os índices ficam ainda maiores: metade dos homens costuma sentir sintomas de hiperplasia prostática. O segundo é o histórico familiar. Se algum parente desenvolveu o problema, é provável que ele também ocorra no paciente.
A naturalidade também pode ser considerada um indicativo para desenvolver a doença. Homens americanos e australianos são os que mais apresentam a patologia. Ela é menos comum entre chineses, indianos e japoneses.
Diagnóstico.
O exame de toque retal é indicado para verificar o tamanho da próstata. Além dessa, outras análises podem ser pedidas pelo urologista. Elas envolvem o teste do fluxo da urina, da pressão da bexiga e de cultura, para verificar se existem infecções.
Após o diagnóstico, são necessárias medidas para o alívio dos sintomas. Os medicamentos chamados de bloqueadores alfa-1, recomendados para tratar hipertensão, também relaxam os músculos da próstata e do colo da bexiga, o que pode ajudar na liberação de urina. Bloqueadores de hormônios produzidos pela glândula também auxiliam a aumentar o fluxo da micção.
Os sintomas costumam melhorar aproximadamente seis meses após o início do tratamento. Em alguns casos, recomenda-se a cirurgia prostática.
Além dessas medidas paliativas, algumas mudanças no estilo de vida podem contribuir para a melhora da saúde. As principais são: não beber muito líquido antes de dormir, diminuir a quantidade de cafeína ao longo do dia, controlar o uso de descongestionantes e de anti-histamínicos, ir ao banheiro sempre que sentir necessidade, praticar atividades físicas, alimentar-se bem e fazer o check-up anual para identificar a progressão dos sintomas.
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