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Mundo Aumento de preços das vacinas contra o coronavírus para a União Europeia deve afetar o resto do mundo

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Em uma tentativa de conter o surto, regiões mais afetadas adotam restrições para os não imunizados. (Foto: Reprodução)

Em meio ao avanço da variante Delta, mais contagiosa, os laboratórios Pfizer e Moderna aumentaram o preço de suas vacinas anticovid nos contratos com a União Europeia (UE). A alta da Pfizer é de 25%, com a dose passando de 15,50 euros para 19,50 euros, e a da Moderna é de 13,1%, indo de 19 euros para 21,50 euros, segundo o jornal Financial Times.

Isso significa que “provavelmente não só para a UE, mas para todos os compradores, (a vacina) será mais cara”, admitiu o secretário de Estado francês de assuntos europeus, Clément Beaune, confirmando indiretamente a informação publicada pelo jornal britânico, que teve acesso aos novos contratos.

Conforme o secretário francês, as doses que a UE está negociando “não são as mesmas que a primeira geração de vacinas”. Para que essas doses “sejam adaptadas às variantes” da covid-19, com calendários de entrega “mais precisos” e multas se não forem respeitados, foram necessários contratos “mais exigentes”, e a preços maiores.

A Comissão Europeia recusou comentar as informações publicadas, insistindo sobre as cláusulas de confidencialidade. Em dezembro, uma ministra belga, Eva De Bleeker, chegou a publicar um quadro detalhando os montantes pagos por seu governo aos fabricantes para seis diferentes vacinas, indo de 1,78 euro por dose da AstraZeneca a US$ 18 no caso da Moderna.

Publicações sobre preços de vacinas anticovid sempre causam fortes reações nas redes sociais, ainda mais num contexto de aumento das contaminações, como agora com a Delta, que é entre 40% e 60% mais contagiosa.

Na Suíça, que só utiliza doses da Pfizer e da Moderna, tampouco se conhece o preço exato pago pelo governo aos laboratórios. O fato é que a questão do custo em diferentes países se impõe no debate também pela possibilidade de uma terceira dose para reforçar a imunização.

A Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas (IFPMA, na sigla em inglês), representante dos grandes laboratórios ocidentais, disse que essa é uma questão de responsabilidade individual das empresas.

Mas notou que o Covax, o mecanismo multilateral para distribuição equitativa de vacinas, “se beneficia de uma cláusula de preço ‘melhor/mais baixo’, e muitas empresas anunciaram preços diferenciados para países de alta, média e baixa renda”.

Conforme a IFPMA, projeções da dinâmica futura do mercado são muito difíceis de fazer “uma vez que ainda não sabemos se e com que regularidade as doses de reforço contra o SARS-CoV-2 podem ser necessárias”. No entanto, acrescentou, dadas as previsões atuais de aumento da capacidade de fabricação para vacinas já aprovadas e novas vacinas covid-19 com probabilidade de serem aprovadas, seria prematuro esperar “preços gradualmente mais altos” em geral.

Em todo o caso, na visão da representação dos laboratórios, levando-se em conta o custo da pandemia na economia global, que diz ter sido estimado em US$ 375 bilhões por mês pela economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), “os preços e despesas com as vacinas covid-19 oferecem mais do que uma boa relação custo-benefício”.

Indagada se houve aumentos recentes de preços de vacina em outros países ou regiões, a IFPMA respondeu que não sabe, já que os preços estão em sua maioria sujeitos à confidencialidade de contratos de aquisição bilaterais ou multilaterais. Mas lembrou que “algumas empresas estão considerando preços diferenciados para diferentes países, o que pode ajudar a aliviar os desafios de acessibilidade”.

Concretamente, isso significa que os países de renda média pagariam um preço com desconto em comparação com o que os países mais ricos pagariam, enquanto os países mais pobres pagariam o preço mais baixo disponível.

A IFPMA confia na entrega de 11 bilhões de doses até o fim do ano, “que, se compartilhadas de forma equitativa, seriam suficientes para vacinar a população adulta do mundo”. No entanto, a desigualdade na distribuição continua forte e insiste ser necessário mais esforço comum de todas as partes interessadas.

Se os preços reais das vacinas não são conhecidos, a situação é diferente sobre as projeções de lucros da indústria farmacêutica. Pfizer previa em julho faturar mais de 28,2 bilhões de euros com venda de vacinas anti-covid, ou 7 bilhões de euros a mais que a estimativa feita dois meses antes.

Quanto à Moderna, em maio, previa vendas anuais de 16,4 bilhões de euros. Os valores deverão aumentar substancialmente nos dois casos para o ano que vem.

Por sua vez, a AstraZeneca, que vende sobretudo para países de baixa renda e com preço menor, a projeção é de faturar US$ 15 bilhões com as doses anticovid neste ano.

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