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Esporte Autoridade da Fifa diz que novo processo de votação para Mundial ainda pode conter riscos

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Ex-presidente da CBF José Maria Marin. (Foto: Reprodução)

O representante encarregado de liderar reformas na Fifa disse nessa sexta-feira que mudanças na forma de a entidade escolher as sedes da Copa do Mundo não podem eliminar a possibilidade de corrupção, mas tornarão o processo muito mais transparente.

Em vez de a decisão sobre quem vai receber a Copa do Mundo de 2026 ser tomada por meio de uma votação secreta do comitê executivo da Fifa, formado por 24 membros, como em anos recentes, ela vai basear-se num voto aberto de todas as 209 associações da entidade que controla o futebol mundial.

“Não pode haver nenhuma garantia de 100 por cento, sempre há um risco quando você tem interesses nacionais e monetários”, afirmou Domenico Scala, chefe do comitê de observância e auditoria independente da Fifa, em um e-mail de resposta a uma pergunta sobre se a Fifa pode ter uma votação limpa.

Mas ele disse que a abertura do novo sistema significa que “saberemos que país votou para que candidatura”.

Scala também declarou que uma nova regra que proíbe os candidatos a sediar uma Copa do Mundo de financiar programas de desenvolvimento de futebol fora do seu país também inibe alguma “influência ilegítima”, vista no passado.

As alterações visam resolver pelo menos algumas das preocupações no centro das investigações de corrupção em curso pelas autoridades norte-americanas e suíças. Em particular, o FBI e promotores suíços estão investigando se a concessão das Copas do Mundo de 2018 e 2022 para Rússia e Catar, respectivamente, podem ter sido influenciadas por suposto suborno de alguns dirigentes.

A Fifa adiou nesta semana a escolha da sede da Copa do Mundo de 2026 por causa das investigações. A polícia suíça invadiu no final de maio um hotel de luxo em Zurique e prendeu sete autoridades do futebol por acusações de corrupção, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin. No total, 14 dirigentes e executivos ligados ao futebol foram indiciados. (Reuters)

 

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