Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de novembro de 2015
O governo e o Parlamento suecos informaram ter recebido ameaças não específicas nessa segunda-feira, dias depois de os militantes do grupo radical EI (Estado Islâmico) levarem pânico a Paris (França), em ataques que deixaram 129 mortos e centenas de feridos.
Autoridades não deram detalhes sobre a natureza das ameaças e disseram que as agências de inteligência do país determinarão os autores e sua credibilidade. “O governo recebeu um e-mail contendo ameaças”, disse à AFP (Agência France Press) o porta-voz do governo, Bodil Sunden. Um porta-voz do Parlamento sueco, o Riksdag, também disse ter recebido uma carta com ameaças.
Ele afirmou que a sede do Legislativo, perto do palácio real de Estocolmo, não foi evacuado.
“Podemos confirmar que uma ameaça ao Parlamento sueco foi recebida”, informou o Riksdag em um comunicado publicado em seu site. De acordo com a TV pública SVT, a carta ao Parlamento alertou legisladores para que evitassem ir ao local nesta terça-feira. Aparentemente, fez referência ao chamado “Banho de Sangue de Estocolmo”, um massacre ocorrido no século XVI, durante a invasão dinamarquesa da Suécia.
Fredrik Milder, porta-voz da agência de inteligência sueca Sapo, disse que as cartas com as ameaças se referiram especificamente a esta terça-feira, mas se recusou a fazer outros comentários.
As ameaças ocorrem após os sangrentos atentados de sexta-feira à noite em Paris, em seis locais diferentes da capital francesa e seus arredores, os piores atentados terroristas lançados em solo francês. (AG)
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