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Mundo Autoridades dos Estados Unidos acusaram hackers ligados à China de invadirem organizações americanas que realizam pesquisas sobre o coronavírus

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Uma rede de mais de 613 mil aparelhos em 190 países foram integrados para fraudes e outros cibercrimes. (Foto: Reprodução)

Hackers ligados à China estão invadindo organizações norte-americanas que realizam pesquisas sobre a Covid-19, disseram autoridades dos EUA na quarta-feira (13), alertando cientistas e autoridades de saúde pública a ficarem atentos ao roubo cibernético.

Em comunicado conjunto, o FBI e o Departamento de Segurança Interna afirmaram que o FBI está investigando invasões digitais a organizações norte-americanas por “ciber atores” ligados à China que havia monitorado “tentando identificar e obter ilegalmente propriedade intelectual valiosa e dados de saúde pública relacionados a vacinas, tratamentos e testes de redes e pessoal afiliado à pesquisa relacionada com a Covid-19”.

A nota não ofereceu mais detalhes sobre a identidade dos alvos ou dos hackers. A Embaixada da China em Washington classificou as acusações como “mentiras”.

“O FBI emitiu um alerta baseado na presunção de culpa e sem nenhuma evidência”, disse a embaixada em comunicado, acrescentando que a acusação dos EUA “prejudica a cooperação internacional em andamento contra a pandemia”.

A pesquisa e os dados relacionados ao coronavírus surgiram como a prioridade de inteligência para hackers de todas os tipos, e organizações ocidentais de inteligência têm repetidamente soado o alarme sobre o alvo em organizações de saúde pública e farmacêuticas.

Acordo comercial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (14) que está muito decepcionado com a China pelo que afirma ser a incapacidade do país asiático de conter o novo coronavírus, acrescentando que a pandemia mundial ofuscou o acordo comercial entre os dois países.

O surto de coronavírus emergiu em Wuhan, na China, em dezembro e se propagava silenciosamente enquanto os EUA e a China assinavam a primeira fase de um pacto comercial que o presidente republicano alardeou como uma grande conquista.

“Estou muito decepcionado com a China”, disse Trump em uma entrevista transmitida nesta quinta-feira na Fox Business Network.

“Eles nunca deveriam ter deixado isto acontecer. Então eu faço um grande acordo comercial e agora digo que isto não parece o mesmo para mim. A tinta mal tinha secado e a praga chegou. E não parece o mesmo para mim”.

Conforme o pacto de fase 1 assinado em janeiro, Pequim prometeu comprar ao menos 200 bilhões de dólares em bens e serviços norte-americanos adicionais ao longo de dois anos, e Washington concordou em descartar tarifas sobre bens chineses em etapas.

Um jornal estatal chinês noticiou que alguns conselheiros do governo em Pequim estão pedindo novas conversas e possivelmente a invalidação do acordo.

Trump voltou a dizer que não tem interesse em renegociar.

Embora agências de inteligência dos EUA tenham dito que o vírus não parece ter sido feito por humanos ou geneticamente modificado, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse no início de maio que existe “uma quantidade significativa de indícios” de que o vírus saiu de um laboratório de Wuhan. As informações são da agência de notícias Reuters.

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