Segunda-feira, 22 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Cinema “Avatar 2” surpreende o público com inovações tecnológicas e cenas aquáticas de tirar o fôlego

Compartilhe esta notícia:

“Avatar: O Caminho da Água” concorre a duas categorias no Globo de Ouro 2023: melhor filme de drama e melhor diretor. (Foto: 20th Century Studios/Divulgação)

Usados para combate nos oceanos de Pandora, peixes bicudos voam a quase 100 km/h acima do nível da água, levando líderes dos nativos nas costas. No mesmo mar, criaturas de quatro olhos do tamanho de baleias conseguem se comunicar com as tribos e até protegê-las. E, assim como os dragões voadores servem de transporte para os clãs das florestas da franquia “Avatar”, agora répteis marinhos parecidos com plesiossauros desempenham a função no cenário litorâneo.

Esses são alguns exemplos da fauna recém-saída da imaginação de James Cameron para encantar os espectadores de “Avatar: O Caminho da Água”, que chega aos cinemas com avanços tecnológicos expressivos em computação gráfica (CGI) – e já concorre a duas categorias no Globo de Ouro 2023: melhor filme de drama e melhor diretor. Como o título já adianta, o foco da sequência cai nos oceanos da lua de Pandora. E não mais no plano terrestre, como no primeiro filme, lançado em 2009, com ação concentrada na selva habitada pela raça alienígena humanoide azul, conhecida como Na’vi.

“Vamos levar a plateia a um lugar nunca visto antes, o mundo subaquático de Pandora”, contou o produtor Jon Landau, em sua passagem pelo evento de cultura pop CCXP22, realizado recentemente no pavilhão São Paulo Expo. “Jim [James Cameron] nunca fica satisfeito com o status quo e com o que ele fez no filme anterior. O que vemos aqui vai muito além do que foi feito no passado”, completou, referindo-se à complexidade atingida na simulação da água digitalmente, devido à onipresença do mar na trama.

O realismo obtido na criação minuciosa do universo submarino explica a longa espera pela continuação da história do povo espiritual e pacífico — concebido como a antítese da humanidade. Em janeiro de 2010, poucas semanas após a estreia mundial da saga de ficção científica ambientalista, concebida para projeção em 3D, Cameron declarou que a trama ganharia desdobramentos.

E o anúncio se deu muito antes de “Avatar” se tornar a maior bilheteria de todos os tempos, com US$ 2,78 bilhões. A sua marca foi temporariamente ultrapassada em 2019, quando “Vingadores: Ultimato” arrecadou mais de US$ 2,79 bilhões mundialmente. Mas “Avatar” recuperou o trono, em 2021, com um relançamento, batendo os US$ 2,9 bilhões.

Para criar um cenário inédito que fosse visualmente tão deslumbrante quanto o original, Cameron decidiu explorar o fundo dos oceanos de Pandora na sequência, com orçamento estimado em mais de US$ 350 milhões. E a escolha exigiu o aperfeiçoamento da tecnologia de simulação de água para materializar a visão do diretor — já que a água é uma das coisas mais difíceis de representar digitalmente.

Para a criação do ecossistema de uma tribo adaptada à vida no recife e com um vínculo muito mais forte com a água, foram necessários mais de cinco anos de pesquisa e de desenvolvimento de um novo software. A ferramenta permitiu reproduzir com realismo e precisão a movimentação da água, seja com a queda de uma simples gota ou com cenas de batalha em alto-mar.

E, ao mesmo tempo, a produção precisou estabelecer as condições ideais para o registro das performances embaixo d’água e no nível da água (quando os personagens mergulham e saem do mar). Para garantir a interpretação submarina, foi construído um tanque com capacidade de 950 mil litros de água, onde era possível reproduzir movimentos das correntes e das ondas, graças a um sistema de hélice.

Isso significou que todo o elenco precisaria trabalhar prendendo a respiração. Mesmo submersos, os atores tiveram suas performances capturadas como no primeiro “Avatar”, por “motion capture”. Os movimentos aqui são registrados por meio de sensores espalhados pelo rosto e pelo corpo dos atores. E, depois de rodadas e editadas, as cenas são enviadas à equipe de pós-produção, para que os personagens ganhem vida, mantendo as nuances das expressões dos atores.

Em termos de inovação, “Avatar: O Caminho da Água” segue os passos do original. Na época, o filme impressionou pela criação de um planeta totalmente do zero, com fauna e flora exuberantes, e também pelo uso revolucionário do 3D, incluindo a reinvenção das câmeras para aperfeiçoar o sistema de captura de imagens no formato.

A continuação surpreende, mais uma vez, ao apresentar ao espectador uma faceta inexplorada de Pandora, com mais tomadas de tirar o fôlego. De tão detalhados e realistas, é difícil lembrar que os cenários são meramente virtuais. Ainda mais com cenas aquáticas tão complexas quanto a de uma criatura marinha saindo com fúria das profundezas para atacar um navio. E com todo o estardalhaço que o salto de um animal de 100 toneladas faz nas águas. As informações são do jornal Valor Econômico.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Cinema

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Após festas em São Paulo, Neymar faz noite de jogos com os “parças” em Santa Catarina
Volkswagen vai produzir caminhões e ônibus na Argentina
Pode te interessar