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Brasil Avião com 5 pessoas explode em Ubatuba, em São Paulo, e para na praia após ultrapassar pista do aeroporto; piloto morreu

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2024 foi o ano da última década com o maior número de desastres com vítimas fatais - envolvendo aviões e helicópteros. Foram 33, com 137 mortes. (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

Um avião de pequeno porte ultrapassou a pista do aeroporto de Ubatuba, no Litoral de São Paulo, e explodiu na Praia do Cruzeiro na manhã dessa quinta-feira (9). O piloto morreu. Os quatro passageiros, um casal e dois filhos, foram resgatados com vida. Um vídeo mostra a aeronave saindo do aeródromo, cruzando a pista que margeia a praia e chegando à faixa de areia em chamas.

Inicialmente, a Prefeitura de Ubatuba informou que duas pessoas haviam morrido no acidente. Às 11h23, a administração municipal corrigiu e informou que apenas uma pessoa morreu: o piloto.

Ainda não há informações oficiais sobre a causa do acidente. No entanto, dados da fabricante da aeronave e do próprio aeroporto indicam que o Cessna Citation precisaria de uma pista mais longa do que a disponível no aeroporto de Ubatuba para pousar em segurança. Além disso, a concessionária que opera o aeroporto informou que as condições climáticas eram ruins e a pista estava molhada.

Cinco pessoas estavam na aeronave

O piloto, Paulo Seghetto, era de Goiânia. Ele morreu depois de ser retirado das ferragens em parada cardiorrespiratória e passar por tentativa de reanimação.

Um casal e duas crianças (sobreviventes): ocupantes são Mireylle Fries de 41 anos, o marido dela, Bruno Almeida Souza, de 48, e os dois filhos, de 4 e 6 anos. Segundo Karoline Magalhães, capitão do Corpo de Bombeiros, os quatro foram retirados com vida do avião e levados conscientes e estabilizados para o hospital Santa Casa em Ubatuba. Durante a tarde, uma das crianças foi transferida para o Hospital Regional de Caraguatatuba.

A capitã dos bombeiros Karoline Magalhães afirmou em entrevista à GloboNews que uma pessoa que estava na orla da praia foi socorrida pelo Samu com uma fratura. A informação é a mesma divulgada pela Secretaria de Segurança Pública e pela Prefeitura de Ubatuba.

A concessionária Rede VOA, que administra o aeroporto de Ubatuba, informou que o acidente atingiu uma mulher na orla e uma criança, que sobreviveram.

Pista do aeroporto é curta e perto do mar

O aeroporto de Ubatuba tem uma pista curta, de apenas 940 m. O Cessna 525 precisa de 789 m para pouso, segundo o site da fabricante. A Rede VOA informou que as condições climáticas eram ruins e a pista estava molhada.

Segundo a operadora do terminal aéreo, o avião havia saído do Aeroporto Municipal de Mineiros, em Goiás, e tentou pousar no município do litoral paulista.

Saída da pista no momento do pouso

Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), a aeronave passou pelo que é chamado de excursão de pista, quando o avião sai da pista no momento do pouso ou da decolagem.

A aeronave, com matrícula PR-GFS, modelo 525, foi fabricado em 2008 pela empresa Cessna Aircraft. Ela tem capacidade para sete passageiros, além de dois pilotos.

Segundo o sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava com operação negada para táxi aéreo (transporte comercial de passageiros), mas com situação de aeronavegabilidade “normal”. Isso significa que o avião poderia ser usado normalmente para uso particular do dono.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para a ocorrência e que, na ação inicial, são utilizadas técnicas específicas para realização de coleta e confirmação de dados, preservação dos elementos, verificação inicial de danos na aeronave, entre outras informações.

Relatos das testemunhas

A explosão do avião de pequeno porte na Praia do Cruzeiro impressionou turistas e moradores que testemunharam o acidente.

“Estava passeando de carro, porque estava chuviscando. Fiz um retorno logo após passar por frente da pista, porque eu ia retornar, quando ouvi um [barulho] forte [do] motor da turbina. Atravessou na minha frente. Por coisa de 50 metros ele não me arrasta. Explodiu na minha frente. Fiquei em pânico, estacionei e estou tremendo até agora”, disse o professor Eduardo Gava.

Um carro que passava pela orla quase foi atingido pelo avião. Em entrevista ao Jornal Hoje, a motorista do carro contou que precisou desviar e subir em uma calçada, para impedir que as chamas da explosão atingissem o veículo.

“Foi assustador. O avião não caiu, ele pousou e não conseguiu parar, ele atravessou a avenida e o susto foi muito grande, porque com a explosão a impressão que deu era de que o fogo ia tomar o nosso carro”, lembrou Márcia Maria de Oliveira Reis, que dirigia o carro.

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