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Mundo Avião do Papa não sobrevoará Rússia em ida ao Cazaquistão

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Trajeto do Pontífice de Roma a Nur-Sultan passará por Croácia, Bósnia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Turquia, Geórgia e Azerbaijão antes de chegar ao destino.

Foto: Reprodução
(Foto: Reprodução)

O avião que levará o papa Francisco para o Cazaquistão no próximo dia 13 de setembro não entrará no espaço aéreo da Rússia, informou o diretor da sala de imprensa vaticana, Matteo Bruni, nesta sexta-feira (9). A mesma opção será tomada no retorno, no dia 15.

Os países que serão sobrevoados pelo “avião papal” no trajeto Roma-Fiumicino a Nur-Sultan serão Croácia, Bósnia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Turquia, Geórgia e Azerbaijão – e o retorno será pela mesma rota, no caminho inverso.

A Rússia tem uma enorme área de fronteira com o Cazaquistão, mas não foi incluída na viagem. Com isso, o tradicional telegrama de saudações enviado por Francisco para os presidentes de cada nação sobrevoada não será mandado para Vladimir Putin.

“Há sempre várias rotas disponíveis e escolhemos uma. Os motivos para fazer isso podem ser vários”, disse Bruni a um dos jornalistas que o questionou sobre o roteiro escolhido, sem dar mais detalhes.

Líderes religiosos

O Pontífice irá ao Cazaquistão para participar do 7º Congresso dos Líderes Religiosos Mundiais, em evento que deve contar com a presença dos maiores representantes das religiões do mundo. No entanto, uma das ausências já confirmadas é do patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo I.

Desde o início da guerra da Rússia na Ucrânia, o líder católico é uma das principais vozes de condenação do conflito e, por diversas vezes, responsabilizou nominalmente o governo russo pela “loucura da guerra”. Além disso, um encontro entre o Papa e Cirilo foi adiado.

Diferentemente de Francisco, o chefe ortodoxo russo dá apoio total ao governo de Vladimir Putin e está ficando cada vez mais isolado inclusive entre outras vertentes da Igreja Ortodoxa – sendo publicamente criticado pelo patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, uma espécie de “guia supremo” da religião. .

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