Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master

Compartilhe esta notícia:

O empresário baiano, conhecido como “Guga Lima”, tornou-se um dos focos de preocupação do Planalto em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master.

Foto: Divulgação
O empresário baiano, conhecido como “Guga Lima”, tornou-se um dos focos de preocupação do Planalto em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master. (Foto: Divulgação)

O Banco Central do Brasil decretou nessa quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do conglomerado prudencial do Banco Pleno S.A.. A instituição é controlada por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master. Em 2024, o Banco Central aprovou a aquisição do Banco Voiter pelo Master. Já em julho de 2025, a autarquia autorizou a transferência do controle do Voiter para Augusto Ferreira Lima, que rebatizou a instituição como Banco Pleno S.A.

Segundo nota oficial, a medida foi adotada após o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição. “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira, com deterioração da liquidez, além de infringência às normas que disciplinam a atividade e descumprimento de determinações do Banco Central”, informou a autoridade monetária.

De acordo com o BC, o conglomerado é considerado de pequeno porte, concentrando 0,04% do total de ativos e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A autarquia também afirmou que seguirá adotando as medidas necessárias para apurar responsabilidades dentro de suas competências legais. O resultado das investigações poderá resultar em sanções administrativas e comunicação aos órgãos competentes. Conforme prevê a legislação, os bens dos controladores e administradores da instituição ficam indisponíveis após a decretação da liquidação.

Trajetória do controlador

Augusto Ferreira Lima foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investigou a emissão de títulos de crédito supostamente irregulares relacionados ao Banco Master. As apurações estimam que as fraudes possam alcançar R$ 12 bilhões.

Durante o período de dificuldades de liquidez, o Master tentou negociar ativos considerados de baixa qualidade com o Banco Regional de Brasília (BRB), em uma tentativa de recompor o caixa.

Reportagem da CNN Brasil apontou que o empresário baiano, conhecido como “Guga Lima”, tornou-se um dos focos de preocupação do Palácio do Planalto em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master.

A relação de Lima com lideranças políticas da Bahia remonta a 2018, quando Jaques Wagner chefiava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, durante o governo de Rui Costa.

Naquele período, Augusto Lima venceu a licitação para aquisição da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) e criou o CredCesta, cartão de crédito consignado voltado principalmente a servidores públicos, com taxas inferiores às praticadas no mercado.

O modelo se expandiu para outros Estados e, em 2020, Lima ingressou na sociedade do Banco Master levando o CredCesta, que se tornou um dos principais ativos da instituição.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Grêmio se reapresenta com foco no duelo de volta das semifinais do Campeonato Gaúcho
Mercado financeiro reduz projeção de inflação deste ano para 3,95%
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

5 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Fernando Krause
18 de fevereiro de 2026 16:58

O lulopetismo e seus cúmplices associados vão dar um prejuízo de mais R$ 50 BILHÕES no FGC, que vai ser pago pelo suor do pagador de impostos.

Vanderlei Stefani
18 de fevereiro de 2026 15:38

Herança maldita do Campos Neto:
Liquidações dos bancos Master, Will Bank e Pleno devem deixar rombo de R$ 51,8 bilhões no FGC

Vanderlei Ochoa
18 de fevereiro de 2026 14:14

Nessas alturas tinham que investigar todos o bancos. A ganância dessa gentalha não tem limites. O pobre bota dinheiro na poupança e não tem sequer a reposição da inflação, mas quando o trabalhador pega emprestado dos bancos tem de pagar juros escorchantes. E tem políticos trabalhando prá esses vigaristas.

Fernando Krause
18 de fevereiro de 2026 16:58
Responder para  Vanderlei Ochoa

Teu encantador é um destes que trabalham para os bancos quando mantém a Selic em 15% a.a. por causa do rombo no caixa do Tesouro.

Cleo Delibes
18 de fevereiro de 2026 09:28

A gente nunca se sente seguro no Brasil.

Pode te interessar
5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x