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Economia Banco central dos Estados Unidos mantém juros básicos entre zero e 0,25% ao ano

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O Federal Reserve apontou que a economia tem dado sinais de melhora. (Foto: Reprodução)

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve sua taxa de juros estável entre zero e 0,25% na quarta-feira (17), e apontou que a economia tem dado sinais de melhora. “Depois de uma moderação no ritmo da recuperação, os indicadores de atividade econômica e de emprego melhoraram recentemente, ainda que os setores mais adversamente afetados pela pandemia permaneçam fracos”, disse o colegiado.

Em seu comunicado de decisão de política monetária divulgado após reunião de dois dias, o Fed se comprometeu ainda a dar continuidade ao seu programa de compra de títulos de ao menos US$ 120 bilhões ao mês, “até que haja progressos substanciais m direção às metas de emprego máximo e estabilidade de preços do Comitê”.

O comitê indicou ainda que a taxa de juros pode permanecer próxima ao piso por algum tempo: no documento, o Fed afirma que será “apropriado” manter essa taxa até que as condições do mercado de trabalho “alcancem um nível consistente com as avaliações do comitê sobre emprego máximo, e que a inflação chegue a 2% e esteja a caminho de exceder moderadamente os 2% durante algum tempo”.

No Brasil

No Brasil, em meio ao aumento da inflação de alimentos que começa a estender-se por outros setores, o BC (Banco Central) subiu os juros básicos da economia pela primeira vez em quase seis anos. Por unanimidade, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa Selic de 2% para 2,75% ao ano. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que esperavam uma elevação para 2,5% ao ano.

Com a decisão de quarta-feira (17), a Selic subiu pela primeira vez desde julho de 2015, quando tinha sido elevada de 13,75% para 14,25% ao ano. A taxa permaneceu nesse nível até outubro de 2016, quanto o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse foi o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o indicador fechou em 5,2% no acumulado de 12 meses, pressionada pelo dólar e pela alta nos preços de alimentos e de combustíveis.

O valor está próximo do teto da meta de inflação. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tinha fixado meta de inflação de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5,25% neste ano nem ficar abaixo de 2,25%. As informações são do portal de notícias G1 e da Agência Brasil.

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