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Notícias Banco de sangue de Erechim foi interditado após uma pessoa ter sido infectada com aids em uma transfusão

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Sede da unidade de saúde está lacrada e os funcionários foram liberados. (Crédito: Reprodução)

Em nota divulgada à imprensa recentemente, o advogado do Banco de Sangue da Associação Beneficente dos Receptores de Sangue de Erechim, Alexandre Bisognin Lyrio e o administrador Judicial Provisório Jackson Luis Arpini comunicaram a suspensão dos serviços da unidade por tempo indeterminado. O fechamento ocorre em função de um pedido de interdição do Ministério Público. Assim, a Divisão de Vigilância Sanitária do CEVS (Centro Estadual de Vigilância em Saúde)  determinou o fechamento  local.  A sede está lacrada e os funcionários foram liberados, até nova decisão das autoridades.

Infecção com HIV. 

De acordo com a Vigilância Sanitária, a medida foi tomada em função da inadequação das condições sanitárias do local, detectadas em inspeção realizada pelo CEVS depois de uma pessoa ter sido infectada com o vírus HIV em uma transfusão de sangue coletado no local. Segundo a Coordenadoria Regional de Saúde, os hospitais de Erechim e região deverão ser atendidos pelo Hemocentro de Passo Fundo.

Confira a nota do Banco de sangue, emitida  após o fechamento da unidade:

“A Associação Beneficente dos Receptores de Sangue de Erechim vêm a público, considerando o lamentável episódio de fornecimento de uma unidade de sangue impróprio para uso, que atingiu grande notoriedade nacional, assim como após a averiguação da realidade pela Vigilância Sanitária do Estado do Rio Grande do Sul, nos dias 21 e 21 de dezembro, informamos que os trabalhos desta Unidade Hemoterápica estão suspensos por prazo indeterminado a partir desta data.

Ressaltamos que as Autoridades de Saúde de Erechim e Região foram previamente comunicadas de tal ato, sendo que o fornecimento de sangue e derivados ficará de responsabilidade da Hemorrede Estadual de Sangue .

Outrossim, agradecemos a comunidade local e regional; a imprensa local; a AMAU; Poderes Executivo e Legislativo; Associações; Fundações; Empresas; Cooperativas; Institutos; Clubes Sociais; Clínicas; Entidades de Classe; Sindicatos; Instituições de Ensino, pelo apoio irrestrito nas campanhas, ações e atividades realizadas em prol da manutenção deste relevante serviço, que reafirmamos tem como missão única SALVAR VIDAS.

Agradecemos também o espírito solidário de nossa sociedade, que não mediu esforços para que atingíssemos nosso objetivo”.

A contaminação. 

De acordo com a investigação conduzida pelo MP, a contaminação aconteceu no mês passado, quando uma pessoa foi internada para realização de uma cirurgia no Hospital de Santa Terezinha. Lá, ela teria recebido o sangue contaminado. “Houve um erro do banco de sangue e por conta desse erro, uma pessoa foi contaminada pelo vírus HIV, por causa dessa bolsa contaminada que foi mandada para o hospital, isso nós sabemos porque isso foi confessado pelo banco de sangue”, disse a promotora de Justiça, Karina Denicol.

A direção do banco de sangue disse ao MP que o sangue contaminado foi detectado nos testes, mas na hora de separar a bolsa, uma funcionária teria se confundido, misturando com o material apto para o uso. A responsável teria sido advertida e afastada.
Por conta da contaminação, a Justiça determinou que a Vigilância Sanitária Estadual vistoriasse a Associação dos Receptores de Sangue de Erechim para verificar se todos os procedimentos estavam sendo adotados. Já o Ministério Público quer que o fornecimento de bolsas de sangue seja interrompido. A associação funciona há 27 anos e atende 32 cidades do Norte do Estado.

Explicações dos envolvidos. 

Por meio de nota, o banco de sangue alegou que se trata de um caso isolado e que todas as medidas foram adotadas para diminuir os efeitos da contaminação. Já a direção do hospital disse que está prestando todo o suporte e acompanhamento necessário ao paciente infectado.

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