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Brasil Banco disponibiliza à Justiça 10 milhões de reais que estavam bloqueados na conta da ex-primeira-dama do Rio

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Adriana Ancelmo, durante transferência de Bangu para a prisão domiciliar, em abril. (Foto: Reprodução)

Cerca de R$ 10 milhões bloqueados de contas de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, já foram disponibilizados pelo banco Itaú Unibanco para a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, responsável na primeira instância pela Operação Lava-Jato.

A ex-primeira dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo foi absolvida da acusação de lavagem de dinheiro, mas apesar de livrá-la da imputação, o magistrado mandou bloquear os valores identificados de sua conta bancária. O montante será encaminhado à 7ª Vara Federal, do juiz Marcelo Bretas, onde ela responde pela acusação de lavagem de dinheiro de supostas propinas ao peemedebista. Moro chegou a cobrar que o banco depositasse, com urgência, os valores bloqueados de Adriana.

Ancelmo foi absolvida por Moro em processo no qual o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro de propinas de R$ 2,7 milhões no âmbito de contratos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Na mesma sentença Moro disponibilizou R$ 11 milhões bloqueados nas contas da ex-primeira-dama e de seu escritório de advocacia à Justiça Federal do Rio, onde é ré no âmbito da Operação Calicute, por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Inicialmente, o Itaú atrasou os depósitos e foi alvo de notificação de Moro para que deposite, com urgência, os valores em face da 13ª Vara Federal para que, em seguida, esta envie os R$ 10 milhões a contas indicadas pelo juiz federal Marcelo Bretas.

O banco Itaú Unibanco informou a Moro, no dia 10, “que os valores pertencentes à Adriana de Lourdes Ancelmo, no valor de R$ 10.000.000,00, estão bloqueados mas não foram ainda transferidos para conta judicial pois há um fundo de investimento com prazo de resgate previsto para o dia 19/07/2017”.

A guia de depósito na conta indicada por Moro, datada de sexta-feira, 21, foi anexada aos autos.

Nos próximos dias, a Justiça Federal do Paraná vai enviar o montante à 7ª Vara do Rio, que determinou sua prisão domiciliar. Os R$ 10 milhões do fundo se somarão agora a cerca de R$ 1 milhão já depositados na conta judicial da Justiça Federal do Paraná e a transferência foi efetuada.

Os valores permanecem depositados em conta judicial até o trânsito em julgado das sentenças. Se Adriana Ancelmo for absolvida, são devolvidos a ela. Se for condenada, retornam aos cofres públicos.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, a atuação da ex-primeira dama enquanto advogada desperta ‘ao menos suspeitas da prática de atos de ocultação de proveitos decorrentes da atividade criminosa do ex-governador’. A banca Ancelmo Advogados recebeu R$ 35.830.356,84 milhões de dez empresas.

“O escritório de advocacia da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo teve um crescimento vertiginoso durante os dois mandatos de seu marido Sérgio Cabral”, afirma a força-tarefa.

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