Sábado, 07 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de maio de 2016
As contas do governo federal devem registrar um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar o pagamento de juros) de R$ 104 bilhões neste ano, segundo estimativa de instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Executivo.
A informação consta no Prisma Fiscal – sistema de coleta de expectativas do mercado financeiro para acompanhamento das principais variáveis fiscais brasileiras –, que é feito pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Segundo o governo, houve deterioração da expectativa dos bancos para o rombo nas contas do governo em 2016, visto que, no mês passado, a previsão das instituições financeiras era de um déficit primário de R$ 100,4 bilhões para este ano.
Para 2017, porém, a previsão das instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda é de um rombo de R$ 92 bilhões nas contas do governo federal. Apesar do valor ainda ser elevado, houve melhora frente ao mês anterior, quando a estimativa era de um resultado negativo de R$ 103,5 bilhões para o ano que vem.
O valor do rombo projetado para as contas do governo em 2016 está bem distante da meta de superávit primário do Executivo, já aprovada no orçamento deste ano, que é de R$ 24 bilhões, ou 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto), para 2016. Para 2017, a meta fiscal ainda não foi fixada.
O governo anterior, da presidenta afastada Dilma Rousseff, enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para mudar a meta fiscal de 2016, de forma a permitir um rombo de até R$ 96,6 bilhões neste ano. Entretanto, a nova equipe econômica informou que pretende encaminhar outro projeto sobre o assunto, propondo um rombo ainda maior neste ano. (AG)
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