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Economia Bancos fecham 2 mil agências no País em um ano

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O processo de ajustes dos bancos em direção a um mundo mais digital não dá mostras de estar perto do fim. (Foto: Reprodução)

O processo de ajustes dos bancos em direção a um mundo mais digital não dá mostras de estar perto do fim. O fechamento de agências e a redução do número de funcionários prosseguiram no segundo trimestre entre os três maiores bancos privados do Brasil. Ao todo, foram dois mil pontos de atendimento fechados nos últimos 12 meses até junho e 14,3 mil funcionários foram desligados. É o que os analistas de mercado chamam de “redução de footprint”.

O Itaú e o Santander foram os mais ativos na redução de pessoal, enquanto o Bradesco foi o que mais fechou pontos de atendimento (agências e PABs). Em funcionários, o Santander cortou 6,6 mil no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, de acordo com o balanço. O Itaú reduziu em 5,3 mil e o Bradesco em 2,4 mil.

Para os bancos tradicionais, a reestruturação da rede de ativos físicos representa um esforço central para a melhora da eficiência. A agenda ganhou força ao longo da última década, diante da ascensão dos bancos digitais, que não tem agências. Com sistemas mais modernos e foco em aplicativos intuitivos, as fintechs conseguem atender o cliente com uma estrutura de custos mais leve. Essa é uma vantagem particularmente importante em públicos mais difíceis de rentabilizar, como consumidores de menor renda.

Pandemia acelerou digitalização

“A demanda por agências caiu muito nos últimos anos, o fluxo reduziu para um quarto do que já foi no pré-pandemia”, disse o presidente do Itaú, Milton Maluhy na teleconferência de resultados. Com a pandemia, houve um efeito de digitalização importante no mercado e Maluhy ressalta que os bancos começaram a revisitar os modelos de negócio e a proposta de valor para os clientes.

O Itaú tem atualmente 2,2 mil agências e pontos de atendimentos, além de 90,4 mil funcionários ao todo. Antes da pandemia, ao final de 2018, tinha 4,9 mil pontos e 100,3 mil funcionários.

Em paralelo, o maior banco privado do País têm feito investimentos para otimizar a experiência digital dos usuários. No final do mês passado, lançou um copiloto financeiro que incorpora a inteligência artificial ao aplicativo da instituição. Batizada de “ia.I” (de Inteligência artificial.Itaú), a ferramenta responde perguntas, executa comandos e fornece informações para o usuário com uma linguagem natural, em tom de conversa. De acordo com Maluhy, a solução promove uma melhora de 20% a 30% na resolutividade do atendimento.

No Bradesco, a “redução do footprint” é um dos alicerces do ambicioso plano de transformação estratégica que o banco tem implementado desde o início de 2024. O banco tem buscado manter as despesas controladas para avançar na eficiência e, com a ajuda de uma política de crédito mais prudente, elevar a rentabilidade das operações.

Nesse processo, os gastos com instalações, que incluem manutenção, conservação de bens e aluguéis, recuou quase 10% na comparação anual do primeiro semestre, a R$ 1,04 bilhão. “Continuamos fazendo a revisão de footprint e investindo em nossa transformação. Não paramos com nada. Houve um ganho de eficiência”, afirmou o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha. O banco tem atualmente 4,1 mil pontos de atendimento, ante 9,3 mil ao final de 2018 – quando tinha outros 39 mil correspondentes bancários.

Na mesma linha, o Santander também avançou no que chama de “otimização da força de trabalho” e registrou uma queda anual de 33% nas despesas com alugueis no segundo trimestre, a R$ 100 milhões. Segundo o CFO do banco, Carlos Muñiz, o objetivo principal é reduzir o custo de servir. “Não é apenas sobre quantas lojas você tem, mas também o tamanho e o serviço que cada uma dessas agências tem a oferecer para o mercado”, ressaltou, durante teleconferência com analistas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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