Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Trump avalia barrar exportações de diesel dos Estados Unidos, e Brasil pode ser prejudicado

Compartilhe esta notícia:

A restrição poderia afetar fortemente o Brasil, que importa cerca de 30% do combustível de consome. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que continua analisando “muito seriamente” a possibilidade de implementar uma proibição às exportações de diesel do seu país para combater os preços elevados, mesmo enquanto outros integrantes de seu governo seguem concentrados em possíveis medidas alternativas.

“Isso muitas vezes pode levar a um pequeno aumento no preço da gasolina para os carros, então estamos analisando isso muito seriamente, podemos fazer isso”, disse Trump a um repórter da Fox News, no domingo (27), enquanto acompanhava a final do torneio de golfe Presidents Cup, perto de Chicago.

A declaração vem um dia depois de o senador republicano Ted Cruz dizer a líderes de refinarias americanas que a Casa Branca deu garantias de que não proibirá as exportações de diesel dos Estados Unidos, segundo fontes a par das conversas reservadas.

Caso a proibição fosse concretizada, a restrição poderia afetar fortemente o Brasil, que importa cerca de 30% do combustível de consome. A principal origem do diesel importado pelo país é da Rússia, seguido dos Estados Unidos, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O Reino Unido é outro grande comprador do óleo americano.

O tema, no entanto, é sensível nos EUA à medida em que se aproximam as eleições parlamentares de novembro no país. Vários parlamentares de estados agrícolas têm pressionado Trump a limitar as exportações americanas de diesel durante o auge da colheita de outono, num momento em que os mercados globais de combustíveis sofrem com a interrupção dos fluxos no estratégico Estreito de Ormuz e com os ataques ucranianos a refinarias russas.

Os Estados Unidos se tornaram o fornecedor de última instância para o mundo, com as exportações de diesel atingindo no mês passado um recorde semanal próximo de 2 milhões de barris por dia.

O diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, vêm analisando, ao longo da última semana, as consequências de uma possível proibição temporária das exportações americanas de diesel, o que reforça a seriedade com que o governo considera a ideia.

Executivos de empresas de petróleo e entidades do setor têm defendido, em vez disso, a suspensão do imposto federal sobre o diesel, argumentando que isso reduziria os preços sem os efeitos negativos de uma proibição às exportações. A proposta, porém, provocou debate interno sobre como suspender o tributo — especialmente com a Câmara dos Representantes em recesso antes das eleições.

O diesel abastece máquinas agrícolas, trens de carga, caminhões e veículos de entrega. Os preços no varejo nos Estados Unidos atingiram um recorde na semana passada e estão em média em cerca de US$ 6,50 por galão, aumentando a preocupação dos eleitores com o custo de vida antes das eleições legislativas de novembro.

O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou na semana passada que o governo está trabalhando com refinarias em restrições voluntárias às exportações como alternativa a uma proibição imposta pelo governo.

Algumas empresas já estão acrescentando salvaguardas contratuais para o caso de uma interrupção dos embarques de diesel ao exterior impedir entregas a compradores estrangeiros, disseram à Bloomberg News na sexta-feira pessoas com conhecimento do assunto.

Caso a proibição seja adotada, a expectativa generalizada é de que os preços do diesel nos Estados Unidos despenquem, pelo menos no curto prazo. Uma interrupção das exportações deixaria aliados dos EUA, entre eles Brasil e Reino Unido, com necessidade urgente de buscar combustível em outros fornecedores. As informações são da agência de notícias Bloomberg.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Antes de reunião com clubes, Lula diz que acabar com as apostas esportivas não traz “prejuízo para o futebol”
Partido Novo pede ao Supremo anulação de vista do ministro Flávio Dino em julgamento que pode abrir investigação contra o colega Alexandre de Moraes
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x