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Saúde BioNTech/Pfizer pedirão nesta sexta-feira autorização para vacina nos EUA, diz CEO

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Nesta quarta-feira (18), a Pfizer divulgou que, após uma análise final da terceira e última fase de testes clínicos, o imunizante apresentou eficácia de 95%

Foto: Reprodução
No Brasil, a expectativa é que a vacinação comece no final de janeiro, ao menos em São Paulo. (Foto: Reprodução)

O CEO e co-fundador da BioNTech, o alemão de ascendência turca Ugur Sahin, afirmou que sua farmacêutica e a parceira Pfizer devem pedir já nesta sexta-feira (20) às autoridades dos Estados Unidos que permitam o uso emergencial da vacina desenvolvida pelas duas empresas contra a Covid-19.

Nesta quarta-feira (18), a Pfizer divulgou que, após uma análise final da terceira e última fase de testes clínicos, o imunizante apresentou eficácia de 95%.

Também nesta quarta-feira, a Pfizer afirmou que se ofereceu para fornecer ao Brasil milhões de doses da vacina Covid-19 no primeiro semestre de 2021, em meio a evidências de que o coronavírus está se espalhando mais rapidamente no maior país da América do Sul.

“A Pfizer fez uma proposta ao governo brasileiro, em linha com negócios que fechamos em outros países – inclusive na América Latina, que permitiria a vacinação de milhões de brasileiros no primeiro semestre, sujeito à aprovação regulatória”, disse a empresa em um declaração.

Já o Ministério da Saúde do Brasil disse que se reuniu com a Pfizer na terça-feira e compraria a vacina se comprovada como segura e se o órgão regulador da saúde a registrasse. O ministério disse que também se reunirá esta semana com a Johnson & Johnson, a indiana Bharat Biotech e os fabricantes da vacina russa Sputnik V enquanto traça os planos de imunização.

Segunda metade de 2021

Sahin projetou os próximos passos após as empresas apresentarem a papelada para o uso emergencial da vacina junto à FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, agência regulatória do país. Ele considera que, se “tudo correr conforme o planejado”, a Covid-19 pode estar sob controle nos Estados Unidos no segundo semestre de 2021.

“Dependendo de quão rápido esta [revisão] for realmente realizada, podemos obter uma autorização, ou aprovação condicional já em 2020, o que pode nos ajudar a iniciar a distribuição dos primeiros lotes de vacinas já em 2020”, disse Sahin, acrescentando que não poderia diga exatamente quanto tempo levaria o processo de revisão.

“Quando enviamos pacotes, recebemos perguntas e, claro, leva tempo para responder às perguntas”, disse ele. Segundo Sahin, porém, alguns dados de fabricação já foram enviados ao regulador dos EUA.

“Atendemos aos requisitos definidos pelo FDA e, é claro, comunicamos os dados de fabricação”, disse ele na quarta-feira. “Nossa meta é fornecer várias centenas de milhões de doses nos primeiros quatro a cinco meses de 2021 e isso já terá um impacto no controle da Covid-19”, afirmou.

“Estou confiante de que, se tudo correr bem e tivermos um fornecimento de vacinas muito organizado, poderemos ter um verão e um inverno normais de 2021”, declarou o CEO, se referindo às estações no Hemisfério Norte (onde o verão tem início em junho e o inverno em dezembro).

O CEO da BioNTech enfatizou o importante papel que os governos devem desempenhar na próxima fase da pandemia. “[O] objetivo deve ser, de todos os governos, garantir que haja uma alta taxa de vacinação na população antes de entrarmos no outono”, disse ele, se referindo a estações frias.

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