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Política Blindagem a irmão de Lula, quebras de sigilo barradas e avanço contra advogado: as vitórias governistas na CPI do INSS

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Oposição colhe derrotas desde o início da investigação de fraude do INSS.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A História mostra que há CPIs que emplacam e que não emplacam. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), decidiu se nomear como novo integrante da CPI do INSS após uma série de derrotas da oposição no colegiado.

A mais recente foi a rejeição do requerimento de convocação do irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Ferreira da Silva, o Frei Chico — vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi).

O sindicato é uma das entidades investigadas pela Polícia Federal no esquema de descontos fraudulentos de aposentados. Frei Chico, porém, não é formalmente investigado.

O pedido foi derrotado por 19 votos a 11 e marcou a vitória de uma articulação da bancada governista. O esforço político bem-sucedido representou ainda uma nova fase de aliados do Palácio do Planalto que atuam na comissão.

Após a instalação da CPI, o governo perdeu o controle dos postos-chave do colegiado devido às ausências na sessão que elegeu o presidente e o relator, em setembro, mas recentemente passou a ter êxito em votações que blindam nomes próximos à base.

“A oposição foi vitoriosa na instauração da CPI. Mas, desde que ela começou, só colhemos derrotas. Perdemos todas. Decidi entrar para ajudar os parlamentares a se organizarem e conseguirem aprovar os requerimentos contra o governo. Não gosto de perder”, disse Sóstenes.

Vitórias de Lula

* Blindagem a irmão de Lula – A CPI rejeitou um requerimento para o depoimento de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula. Frei Chico é vice-presidente do Sindnapi, uma das entidades na mira da apuração sobre esquema de descontos fraudulentos no INSS. Ele não é investigado.

* Quebras de sigilo barradas – Os aliados de Lula conseguiram barrar as quebras de sigilo da publicitária Danielle Fonteles e de Paulo Boudens, ex-chefe de gabinete de Davi Alcolumbre. A publicitária já prestou serviços a campanhas eleitorais do PT e recebeu R$ 5 milhões do “careca do INSS”.

* Avanço contra advogado – Outra vitória foi a quebra do sigilo bancário do advogado Eli Cohen, autor das primeiras denúncias sobre as fraudes no INSS. Parlamentares governistas da CPI têm a expectativa que os dados apontem desvios no governo de Jair Bolsonaro.

* Em votações recentes, a base de Lula também evitou a quebra de sigilo da publicitária Danielle Miranda Fonteles e da sua empresa. Ela recebeu R$ 5 milhões do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, entre novembro de 2023 e março de 2025.

A publicitária já prestou serviços a campanhas eleitorais do PT, como a de Dilma Rousseff, em 2010. A rejeição consolidou o entendimento que preservou Frei Chico — Danielle não é formalmente investigada.

De acordo com as defesas de Antunes e Fonteles, o pagamento foi feito para a compra de um imóvel em Trancoso (BA) em uma negociação que acabou não se concretizando. Na semana passada, os votos do governo impediram a quebra do sigilo bancário de Paulo Boudens, ex-chefe de gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem sido fiador dos interesses do Executivo no Legislativo.

Já a quebra do sigilo bancário do advogado Eli Cohen, autor das primeiras denúncias sobre as fraudes no INSS, foi celebrada como uma vitória governista. Parlamentares da CPI têm a expectativa que os dados apontem desvios no governo Bolsonaro.

A “lista de chamada” dos presentes tem sido o principal trunfo dos governistas. Às segundas e quintas-feiras, dias de sessão, o gabinete do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), designado líder da bancada na CPI, entra em contato com os parlamentares da base para assegurar o quórum e não permitir que suplentes ligados à oposição votem. Em um grupo de WhatsApp, os deputados e senadores governistas são abastecidos com resumos sobre as atividades dos interrogados e com orientações.

 

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Fernando Krause
19 de outubro de 2025 21:40

Se a extrema esquerda brasileira está “blindando” o cumpanhero “frei” Chico, é porque certamente ele tem muito a esclarecer sobre as falcatruas dos sindicatos cumpanheros lulopetistas envolvidos no ROUBO aos aposentados do INSS…

Jorge Bressan
20 de outubro de 2025 00:17

A esquerda está com o cool que não entra uma agulha!!

Vanderlei Stefani
20 de outubro de 2025 01:08

Tem que intimar o marreco de Maringá e o Paulo Jegues, foi aí que começou o roubo dos velhinhos

Jorge Ferreira
20 de outubro de 2025 09:37

o irmao nao e meu cumpanhero ,e do bolsonarooo

Glaucio Dos Santos Brum
20 de outubro de 2025 12:01

Vitória do governo, que irá colocar como boi de piranha quem ele quiser, derrota do povo e idiotas gritando “estadista Lula”. Ladrão com fã clube, só mesmo no Brasil.

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