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Geral Bolívia pressiona Petrobras a pagar mais pelo seu gás natural

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Na semana passada, a Petrobras já havia informado que a Bolívia havia cortado em 30% o fornecimento de gás natural à estatal.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Caso governo envie projeto de lei para a privatização da Petrobras, petroleiros prometem deflagrar a maior paralisação da história da categoria. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

País cortou em 30% a entrega de gás natural à estatal e anunciou estar insatisfeito com o contrato em vigor. Petrobras, que já está sob pressão de Bolsonaro, avisa que terá que importar gás de outras fontes, mais caras. O governo da Bolívia afirmou nesta quarta-feira (25) que está tentando renegociar o seu atual contrato de fornecimento de gás natural à Petrobras e que busca um preço mais alto para o insumo.

Na sexta-feira passada, a Petrobras já havia informado que a Bolívia havia cortado em 30% o fornecimento de gás natural à estatal, de 20 milhões de metros cúbicos diários para 14 milhões, sem especificar o motivo para a redução.

Em um comunicado à imprensa divulgado nesta quarta, o ministro dos Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, Franklin Molina, afirmou que o atual preço vigente no contrato com a Petrobras estaria provocado prejuízos à estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

Ele argumentou também que o preço atual foi definido em um adendo contratual assinado durante o governo da presidente interina Jeanine Áñez, que governou o país por um ano, de novembro de 2019, após a renúncia de Evo Morales, até a posse do atual presidente, o esquerdista Luis Arce, do mesmo partido de Morales, em novembro de 2020.

“É um dever renegociar as condições deste adendo, porque foi assinado por um governo de fato que não se preocupou com os interesses do Estado (…) A Bolívia procura um melhor preço para o seu gás natural, melhores condições e um melhor mercado”, afirmou Molina.

O governo Arce e seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), costumam se referir à gestão de Áñez como um “governo de fato” por considerarem que em 2019 houve um golpe de Estado contra Morales e que a transição de poder não foi legal.

Renegociação

Quando o adendo do contrato de venda de gás natural para a Petrobras foi assinado, em março de 2020, o governo interino boliviano esperava obter um rendimento de pelo menos 4 bilhões de dólares até 2026, para fornecer de 14 a 20 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Ao assinar esse adendo ao contrato, a Petrobras abriu mão de outros 10 milhões de metros cúbicos diários de gás para que pudessem ser negociados com outras empresas no Brasil, como parte da abertura do mercado de gás no país e da quebra do monopólio da estatal no setor.

De acordo com Molina, nos termos atuais do contrato, a Petrobras paga de 6 a 7 dólares por milhão de BTU, uma medida usada na comercialização do insumo. Ele afirmou que existem atualmente no Brasil empresas privadas interessadas em comprar gás boliviano a um preço de 15 a 18 dólares por milhão de BTU.

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