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Economia Bolsa brasileira cai quase 3% em outubro; dólar fecha o mês cotado a R$ 5,04

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Lá fora, a casadinha inflação e PIB dos Estados Unidos recebem atenção especial do mercado.(Foto: Agência Brasil)

O Ibovespa, principal índice acionário da Bolsa brasileira, a B3, encerrou o pregão dessa terça-feira (31) em alta. Em outubro, a queda foi de quase 3%. Já o dólar fechou em baixa, cotado a R$ 5,04, após passar boa parte da sessão oscilando.

Investidores seguiram na expectativa pelas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central do Brasil, ambas previstas para esta quarta-feira (1°), além de continuarem atentos a eventuais sinalizações sobre o quadro fiscal brasileiro.

Na agenda, os dados de inflação e o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro também ficaram no radar.

Ibovespa

O Ibovespa fechou o dia em alta de 0,54%, aos 113.144 pontos. Na véspera, o índice fechou o pregão com queda de 0,68%, aos 112.532 pontos. Com o resultado dessa terça, passou a acumular: queda de 0,14% na semana; recuo de 2,94% no mês; e ganho de 3,11% no ano.

Dólar

Ao final da sessão, a moeda norte-americana recuou 0,13%, cotada a R$ 5,0406. Além do cenário macroeconômico nacional e internacional, a volatilidade da moeda nessa terça também pode ser explicada por essa ser a última sessão do mês, quando acontece a disputa pela formação da Ptax de novembro (taxa de câmbio de referência calculada pelo Banco Central).

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,0474. Com esse resultado dessa terça, a moeda passou a acumular: ganhos de 0,56% na semana; alta de 0,28% no mês; e queda de 4,50% no ano.

Mercados

O que está mexendo com os mercados? O principal destaque dessa terça-feira (31) seguiu com as expectativas pelas decisões de juros do Fed e do BC brasileiro, ambas previstas para esta quarta.

A expectativa é que o BC norte-americano deixe os custos dos empréstimos inalterados, mas o principal foco dos investidores estará nas sinalizações feitas pela instituição sobre os próximos passos na política monetária da maior economia do mundo.

Já por aqui, a estimativa dos analistas é que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza mais uma vez o juro básico do país (Selic), mantendo um ritmo cauteloso de afrouxamento monetário.

Ainda no cenário doméstico, investidores também seguiram atentos a eventuais sinalizações sobre o quadro fiscal do país.

Nessa terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, evitou novamente responder se a meta fiscal de 2024 pode ser alterada. O tema tem ficado no foco do mercado após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter afirmado, na última sexta-feira (27), que “dificilmente” o governo alcançará a meta de déficit zero em suas contas em 2024.

Desde então, o ministro Haddad, que tem defendido a adoção de medidas para o alcance da meta, vem sendo alvo de questionamentos sobre o tema. A ala política do governo defende a alteração da meta, por temer o impacto das restrições nas contas públicas nas despesas do próximo ano.

Balanços corporativos também ficaram no radar. Já na agenda de indicadores, destaque para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nessa terça pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador mostrou que a taxa de desemprego do país caiu a 7,7% em setembro e que o Brasil registra um recorde histórico de trabalhadores ocupados.

No exterior, as atenções ficaram voltadas para os novos dados de inflação e atividade da zona do euro. Nessa terça-feira, a Eurostat (serviço de estatística da União Europeia) informou que a inflação da região caiu para o seu nível mais baixo em dois anos em outubro, ajudando a consolidar a visão do mercado de que o Banco Central Europeu (BCE) não deve mais aumentar os juros.

Já o PIB da zona do euro subiu 0,1% no terceiro trimestre em relação a igual período do ano anterior. Em comparação aos três meses imediatamente anteriores, a queda foi de 0,1%. As informações são do portal de notícias G1.

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