Quinta-feira, 23 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 23 de abril de 2026
Depois de abrir em leve alta nessa quinta-feira (23), o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), mudou de direção e passou a cair com o recuo mais intenso de blue chips de bancos, que mantiveram a correção dos últimos dias, e das ações da Vale. A manutenção do movimento de realização na bolsa local foi afetada também pelo mau humor registrado em Wall Street, em um dia em que os preços do petróleo Brent voltaram a encerrar acima dos US$ 105 por barril.
Perto do fim do dia, o anúncio pelo Ministério da Fazenda sobre um mecanismo que pode reduzir a alíquota do PIS/Cofins sobre a gasolina provocou uma piora nos ativos domésticos em virtude das preocupações fiscais, o que também afetou a bolsa. Com isso, o Ibovespa encerrou em queda de 0,78%, aos 191.378 pontos, após oscilar entre os 190.930 pontos e os 193.347 pontos.
O recuo do índice só não foi mais negativo porque as ações da Petrobras atuaram como contraponto. Depois de variar entre perdas e ganhos logo após a abertura dos negócios, os papéis da estatal se firmaram em alta durante a tarde. Relatos da mídia israelense de que o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghali, teria deixado as negociações diplomáticas com os Estados Unidos ajudaram a elevar ainda os preços de petróleo na segunda metade do pregão, o que impulsionou os papéis do setor.
As PN da Petrobras subiram 1,35%, ao passo que as ON tiveram alta de 1,13%, ampliando os ganhos da véspera. Já os bancos cederam em bloco, com destaque para o recuo das preferenciais do Bradesco, que tiveram baixa de 2,16%.
O dia também foi negativo para as ON do Banco do Brasil, que desvalorizaram 1,71%, após o evento da instituição financeira para investidores. Segundo analistas ouvidos sob condição de anonimato, a percepção é que a instituição financeira não deu uma “sinalização objetiva dos próximos trimestres no agro”, o que foi lido como um aspecto negativo.
Um dos profissionais citou como exemplo a fala do vice-presidente de finanças (CFO) do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias, que foi considerada “ambígua” e gerou certo ruído no mercado. Posteriormente, ao ser questionada por jornalistas, a presidente do BB, Tarciana Medeiros, informou que a recuperação em “W” citada por Tobias se tratava da qualidade dos resultados, o que significa “altos e baixos”. Já sobre a qualidade dos ativos, a recuperação esperada seria em “U”, segundo Medeiros.
“Os próximos resultados apontam para um ROE (retorno sobre patrimônio líquido) claramente menor. Embora isso tenha ficado claro nas prévias do primeiro trimestre, foi a primeira vez que verbalizaram essa tendência”, aponta um especialista que acompanhou o evento. As informações são do jornal Valor Econômico.
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