Sábado, 11 de Julho de 2020

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Brasil Bolsonaro acompanha blitz da Polícia Rodoviária Federal e causa aglomerações no Distrito Federal

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Presidente da República, Jair Bolsonaro durante chegada em Águas Lindas de Goiás. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro acompanhou na manhã deste sábado uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. Bolsonaro foi de helicóptero até o local, onde ficou por pouco mais de uma hora. Sem máscara, Bolsonaro cumprimentou e tirou fotos com apoiadores, causando aglomerações.

No período em que Bolsonaro estava no local, os agentes da PRF não pararam nenhum veículo. O presidente também tirou fotos com alguns dos agentes e gravou um vídeo destinado a 600 pessoas aprovadas em um concurso da corporação que foram convocados recentementes. Atendendo a pedidos do grupo, Bolsonaro conseguiu que eles fossem convocados antes da sanção do projeto de socorro a estados, que proíbe novas contratações.

O presidente foi questionado sobre a mudança no esquema de divulgação dos dados do coronavírus, mas não quis responder. Minutos antes, em redes sociais, ele havia dito que as informações passaram a ser divulgadas às 22h para evitar “subnotificação e inconsistências”.

Bolsonaro estava acompanhado dos ministros Augusto Heleno (GSI) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), além do pastor Silas Malafaia. Os três também estavam se máscaras. No último fim de semana, o presidente já havia acompanhado um operação da PRF, em Abadiânia (GO).

Depois, Bolsonaro seguiu, novamente de helicóptero, para o Forte de Santa Bárbara, em Formosa (GO), onde visita o Comando de Artilharia do Exército, inaugurado recentemente no local. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também participam da visita.

Dados retirados

O Ministério da Saúde retirou, do site oficial sobre a pandemia do novo coronavírus, os dados acumulados sobre o número de infectados e mortos pela Covid-19. Desde a tarde deste sábado (6), o portal exibe apenas os resultados das últimas 24 horas.

A mudança segue o mesmo protocolo que foi adotado para o boletim diário de divulgação. O documento, que trazia a atualização das últimas 24 horas e os números consolidados, foi divulgado na sexta (5) com menos informações.

Com a mudança, o governo Jair Bolsonaro tenta esconder que o Brasil já atingiu a casa de 35.456 mortes e 659.114 casos confirmados da Covid-19. Os números foram tabelados neste sábado pelo Portal G1, em um levantamento exclusivo junto às secretarias estaduais de Saúde.

Às 18h deste sábado, o portal oficial do Ministério da Saúde apresentava apenas os números reunidos até as 22h de sexta. Apenas nas 24 horas anteriores a esse boletim, foram registrados 30.830 novos contaminados e 1.005 mortos.

Em uma rede social, Jair Bolsonaro disse que “o Ministério da Saúde adequou a divulgação dos dados sobre casos e mortes relacionados ao covid-19.” Mas, nem o presidente, nem o Ministério da Saúde informaram qual era o problema, do ponto de vista científico, da divulgação dos números totais.

Além de reduzir a qualidade da informação, o governo Jair Bolsonaro passou a divulgar os dados com atraso maior nesta sexta.

Até então, os números eram consolidados às 17h, a partir dos dados estaduais e do Distrito Federal, e divulgados até as 18h. O boletim era, inclusive, explicado em coletivas no Palácio do Planalto no fim da tarde.

Na última semana, os dados foram divulgados entre 21h30 e 22h. Questionado sobre a mudança, o presidente Jair Bolsonaro creditou a mudança à necessidade de obter dados mais consolidados. Ao mesmo tempo, afirmou: “Acabou matéria do Jornal Nacional”.

Apesar de apontar um motivo “técnico”, o presidente da República não explicou por que, por mais de 70 dias, foi possível consolidar os dados mais cedo. E nem por que os números que são divulgados às 22h constam de uma planilha que atualiza dados até as 19h.

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