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Política Bolsonaro afirma que não haverá um “lockdown nacional”

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O presidente visitou as instalações do Centro Avançado de Atendimento Covid-19, em Chapecó (SC)

Foto: Alan Santos/PR
O presidente visitou as instalações do Centro Avançado de Atendimento Covid-19, em Chapecó (SC). (Foto: Alan Santos/PR)

Em visita a Chapecó (SC), o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, nesta quarta-feira (07), a adoção de medidas restritivas para tentar frear o avanço do coronavírus no Brasil e afirmou que não haverá um “lockdown nacional”.

“Seria muito mais fácil a gente ficar quieto, se acomodar, não tocar nesse assunto, ou atender, como alguns querem, que eu posso fazer, o lockdown nacional. Não vai ter lockdown nacional”, afirmou Bolsonaro.

Segundo ele, é preciso buscar “alternativas” às medidas de distanciamento social, como o fechamento do comércio. “Vamos buscar alternativas, não vamos aceitar a política do fique em casa, feche tudo, lockdown. O vírus não vai embora. Esse vírus, como outros, veio para ficar, e vai ficar a vida toda. É praticamente impossível erradicá-lo”, declarou.

Durante discurso no Centro de Eventos da cidade, Bolsonaro voltou a defender o chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19. “Eu não sei como salvar vidas, eu não sou médico, não sou enfermeiro, mas eu não posso escolher a liberdade do médico ou até mesmo do enfermeiro. Ele tem que buscar uma alternativa para isso”, afirmou.

O presidente defendeu que os médicos tenham autonomia e liberdade para escolher o tratamento a ser aplicado. “Não podemos admitir impor limites ao médico. Se o médico que não quiser receitar aquele medicamento, que não receite. Se outro cidadão qualquer acha que aquele medicamento está errado, não está certo porque não tem comprovação científica, que não use, é liberdade dele. O off-label, fora da bula, é o remédio para o paciente. Hoje, têm aparecido medicamentos que ainda não estão comprovados, que estão sendo testados, e o médico tem essa liberdade. Tem que ter. É um crime querer tolher a liberdade de um profissional de saúde”, disse.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também fez um discurso alinhado ao do presidente durante a visita a Chapecó. Ele relacionou a autonomia dos médicos com a recuperação dos pacientes.

“O presidente me deu autonomia para, no ministério, construir uma equipe técnica com o objetivo de implementar políticas públicas e, conforme a Constituição Federal, é um direito de todos e um dever do Estado. Essas políticas públicas têm que atender a todos, independente de orientação política, e elas têm que chegar a cada um dos 220 milhões de habitantes”, explicou o ministro da Saúde.

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