Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de maio de 2023
Ex-presidente negou a participação na fraude e reiterou que não teria motivos para forjar um cartão de vacinação
Foto: Tânia Rêgo/Agência BrasilAlvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de fraude em dados de vacinação, o ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu com caciques do PL, na sede do partido, em Brasília, nesta quarta-feira e, segundo participantes do encontro, demonstrou abatimento com a ação.
Aos presentes, o ex-presidente disse ainda que, caso quisesse se valer da vacina contra a covid para alguma coisa, teria tomado as doses para não sofrer desgastes na campanha eleitoral que lhe custaram a reeleição. Por mais de uma vez, Bolsonaro repetiu que, se soubesse que seria associado a um esquema de fraude, teria tomado o imunizante e, com isto, diminuído a sua rejeição.
Negativa
Em linha do que disse em entrevistas ao longo do dia, Bolsonaro negou aos aliados a participação na fraude e reiterou que não teria motivos para forjar um cartão de vacinação com o objetivo de entrar nos Estados Unidos ou em qualquer outro país.
Estavam presentes na reunião o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, o líder do partido na Câmara, Altineu Côrtes, o ex- diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atual deputado, Alexandre Ramagem, o ex-ministro da Cidadania, João Roma, além de dois dos seus filhos: o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro.
O ex-presidente também atribuiu eventual fraude em seus dados de vacinação ao seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid, preso na mesma ação.
Por meio dos filhos, pediu para que a bancada do partido no Congresso fosse orientada a reafirmar a sua inocência. Na conversa, o ex-presidente lembrou que, em 2021, durante viagem a Nova York, chegou a comer pizza na rua diante da proibição de entrar em estabelecimentos sem estar vacinado.
A operação
De acordo com os indícios coletados pela PF, a suposta falsificação do certificado de vacinação tinha como objetivo viabilizar a entrada nos Estados Unidos de Bolsonaro, de seus familiares, de assessores, além de parentes desses auxiliares, driblando as exigências da imunização obrigatória. Procurados, advogados do ex-presidente não se manifestaram sobre o caso.
Além de Cid, a operação prendeu mais cinco outras pessoas: o secretário municipal do Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha, o policial militar que atuou na segurança presidencial, Max Guilherme, o militar do Exército e também segurança pessoal de Bolsonaro, Sérgio Cordeiro, o sargento do Exército Luis Marcos dos Reis e o candidato a deputado estadual Ailton Barros (PL).
Segundo a PF, o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas” e “sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19”.
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kkkkk Bolsonaro se vitimizando é lindo…pobrezinho, n é mais mimimi, mas tb chororo
tu nunca estará interessado em nada de corrupto ligado ao mito ou, qdo n tiver o q dizer, fará comparação com Lula. Nenhum supresa
Operaçao zé gotinha, ridiculo isso o q interessa o cartao de vacina do ex presidente? To mais interessado nos desvios de respiradores do consorcio nordeste alguem apurou algo?🤔
Tinha tudo para ser reeleito já no primeiro turno, mas com suas ações/falas praticamente cometeu “suicídio político”… e o atual segue na mesma linha… pessoal não aprende mesmo…
As eleições já terminaram e ele ainda não sabe. Deixa de assombrar e vai para casa.