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Política Bolsonaro coloca culpa do dólar alto na autonomia do Banco Central

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Agenda desta semana depende, no entanto, de teste negativo para covid-19. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro, em entrevista exclusiva a revista Veja, não teve dúvidas em botar na conta da autonomia do Banco Central e do seu presidente, Roberto Campos Neto, a culpa do dólar alto.

“O dólar está alto, mas o que eu posso falar para o Roberto Campos? Quem decide é ele, que tem independência e um mandato.”

O ministro da economia Paulo Guedes, entretanto, já andou admitindo que os ruídos políticos pioram a cotação da moeda americana.

O dólar fechou esta sexta-feira (24) cotado a 5,34 reais. Há alguns meses, valia cerca de 4,90 reais. Mas a crise entre as instituições e a pauta eleitoral tomaram conta da pauta e começaram a fazer parte das projeções.

Inflação

Na entrevista, Bolsonaro também reconheceu a pressão inflacionária sobre o País, mas não apontou saídas para a crise. Ele disse ainda que não pretende tabelar preços para controlar a escalada inflacionária.

“Eu não vou tabelar ou segurar preços. Não posso tabelar o preço da gasolina, por exemplo, mas quero que o consumidor fique sabendo o preço do combustível da refinaria, o imposto federal, o transporte, a margem de lucro e o imposto estadual. Hoje toda crítica cai no meu colo”, disse.

O presidente culpou governadores e prefeitos que fecharam o comércio durante a pandemia pela alta inflacionária.

“Não errei em nada. Fui muito criticado quando falei que ficar trancado em casa não era solução. Eu falava que haveria desemprego — e foi o que aconteceu. Outra consequência disso é a inflação.”

Auxílio Brasil

Bolsonaro também confirmou que o Auxílio Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família, vai pagar “no mínimo” R$ 300. Ele também disse que o aumento de mais de 50% não é por motivos eleitoreiros.

“Acertei com o Paulo Guedes [ministro da Economia] um mínimo de 300 reais para o Auxílio Brasil, um programa que, ao contrário de governos passados, não vai ser usado como curral eleitoral. Se eu usasse o programa para ganhar a eleição, colocava o valor em 600 reais”, afirmou.

O programa, no entanto, ainda depende da solução com os precatórios, que totalizam R$ 89,1 bilhões em 2022. Para se adequar à lei eleitoral que impede aumento de programas sociais em ano de eleição, o governo tenta correr para conseguir lançar o Auxílio Brasil entre novembro ou dezembro deste ano, após o fim do auxílio emergencial.

Bolsonaro também aproveitou para criticar o Partido dos Trabalhadores, cujo candidato, o ex-presidente Lula, aparece à frente nas pesquisas, indicando até que poderia ganhar em primeiro turno.

“Em outros governos, com uma canetada fingia-se que estava extinta a pobreza no Brasil. São as hipocrisias. Duvido que o PT se reelegeria com o Orçamento que eu tenho. Com toda a certeza eles iriam furar o teto de gastos. Apesar da nossa dívida e dos nossos problemas, a nossa meta é ter responsabilidade e cumprir o teto de gastos, lógico”, cutucou Bolsonaro.

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