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Brasil Bolsonaro comemora o crescimento do PIB brasileiro no segundo trimestre

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Aos poucos o Brasil vai saindo do buraco que o PT o colocou e retomando o crescimento. (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro comemorou nesta quinta-feira (29) em sua conta no Twitter o resultado do Produto Interno Bruto, que mostrou crescimento de 0,4% da economia no segundo trimestre, enfatizando que ele superou as estimativas e alegando que o desempenho mostra que o País está no caminho certo. As informações são do jornal Extra.

“PIB brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2019, o dobro do previsto pelos jornais/especialistas e o melhor resultado em 6 anos para o período. Aos poucos o Brasil vai saindo do buraco que o PT o colocou e retomando o crescimento. Estamos no caminho certo!”, celebrou o presidente em publicação na rede social.

O IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,4 por cento entre abril e junho em comparação com o primeiro trimestre do ano em meio à retomada do investimento.

Recuo do PIB agrícola é alerta

A retração do PIB agropecuário em 0,4% no segundo trimestre ante o período anterior, anunciado nesta quinta-feira pelo IBGE, é um alerta sobre impacto negativo ao agronegócio do tabelamento do frete rodoviário, avaliou a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

Para o presidente da Abiove, André Nassar, a economia ainda não se recuperou da paralisação dos caminhoneiros no ano passado, “que ainda cobra o seu preço sobre a retomada do crescimento”.

Os protestos de maio de 2018 levaram o governo anterior a aprovar uma tabela de frete mínimo, uma das reivindicações dos caminhoneiros para encerrar as manifestações.

Segundo o setor agropecuário, o tabelamento eleva custos, atrapalha o planejamento e a realização de negócios de commodities.

As vendas de soja e milho envolvem bilhões de dólares, mas as transações são realizadas com margens de lucro relativamente baixas, como acontece no setor de commodities, com o setor ganhando na escala.

“O tabelamento do frete é um impeditivo, porque criou um cenário de insegurança jurídica e elevou os custos operacionais, comprometendo a geração de emprego e renda em nosso País”, disse Nassar.

A Abiove, que representa a indústria de soja, o principal produto de exportação do Brasil, o maior exportador mundial da oleaginosa, avalia que “no momento em que se discute o desenvolvimento da economia por meio de maior liberdade econômica, da geração de empregos e do aumento das exportações, é impossível tornar o Brasil mais eficiente com essa distorção no mercado de transportes”.

“A indústria de processamento de oleaginosas acumula investimento de 35 bilhões de reais, mas o setor produtivo vem sendo asfixiado pela tabela do frete”, diz Nassar em nota, ressaltando que as exportações de soja e milho atingiram 45 bilhões de dólares em 2018, e que os setores geram mais de 1,5 milhão de empregos.

Após safra e exportações recordes no ano passado, puxadas pela guerra comercial entre China e EUA, o setor de soja está lidando com uma colheita menor em 2019, o que tem um impacto na economia agropecuária. Além disso, os negócios com os chineses estão menos expressivos, com o rebanho do país asiático sendo atingido pela peste suína africana.

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