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Política Bolsonaro conversa por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre a vacina Sputnik V

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Instituto Gamaleya diz que dados tem com base a taxa de infecção entre os 3,8 milhões de vacinados duas doses na Rússia; estudo deve ser publicado em maio. Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro conversou nesta terça-feira (6), por telefone, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Entre os assuntos tratados, estava a aquisição de doses da vacina russa Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya.

Presenciaram a conversa os ministros Carlos Alberto França (Relações Exteriores), Marcelo Queiroga (Saúde), Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral) e o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.  

“Acabei de receber um telefonema do presidente Putin. Um dos assuntos mais importantes que nós tratamos aqui é a possibilidade de nós virmos a receber a vacina Sputnik, daquele país. Logicamente dependemos ainda de resolver alguns entraves aqui no Brasil, e estamos ultimando contatos com as demais autoridades, entre eles a Anvisa, [sobre] como nós podemos efetivamente importar essa vacina”, disse o presidente em vídeo publicado nas suas redes sociais.

O presidente também destacou que, caso tenha aprovação para uso no Brasil, a vacina russa pode vir a ser fabricada no País, sob responsabilidade da farmacêutica União Química.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde anunciou a dispensa de licitação para aquisição de 10 milhões de doses do imunizante russo, ao custo de R$ 639,6 milhões.

O primeiro lote do imunizante 100% produzido em solo brasileiro foi apresentado pela União Química no último dia 30. A empresa brasileira, com sede no Distrito Federal, é parceira do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF).

Sputnik V, no entanto, ainda não tem autorização para uso emergencial no Brasil. O pedido feito pela União Química ainda é estudado pela Anvisa. Enquanto isso, governadores de pelo menos 11 Estados já pediram a importação de mais de 66 milhões de doses do imunizante.

Uso emergencial

O diretor-presidente da Anvisa confirmou à imprensa, após o telefonema no Palácio do Planalto, que ainda não há elementos suficientes para que a agência responda ao pedido de uso emergencial da Sputnik V.

Segundo Barra Torres, a Anvisa enviará uma missão à Rússia para realizar inspeções sanitárias na área de produção do insumo das doses, bem como das próximas vacinas. A agência fará reunião nesta quarta (7) para decidir as datas da viagem.

Barra Torres informou ainda que, na sexta (9), se reunirá com o embaixador da Rússia no Brasil, Alexey Kazimirovitch Labetskiy, para tratar da Sputnik V.

Outros temas

Em nota divulgada, o Palácio do Planalto informou que Bolsonaro e Putin também falaram sobre temas de comércio e cooperação nas áreas de indústria e ciência. O presidente brasileiro “enfatizou a necessidade de que mais frigoríficos brasileiros sejam liberados para exportação àquele país”, diz o governo.

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