Segunda-feira, 01 de Junho de 2020

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Política Bolsonaro defende uso de cloroquina nas redes sociais

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“Há 40 dias venho falando do uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19", disse o presidente

Foto: José Cruz/Agência Brasil
“Há 40 dias venho falando do uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19", disse o presidente. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da hidroxicloroquina e da cloroquina contra a covid-19. Os medicamentos ainda não têm resultados cientificamente comprovados para o tratamento de pacientes com a doença.

“Há 40 dias venho falando do uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19. Sempre busquei tratar da vida das pessoas em 1° lugar, mas também se preocupando em preservar empregos”, disse.

Bolsonaro afirmou ainda ter feito contato com “dezenas de médicos” e alguns chefes de Estados de outros países para falar sobre os medicamentos. “Cada vez mais o uso da cloroquina se apresenta como algo eficaz”, disse.

O presidente também citou que dois médicos brasileiros “se negam” a divulgar se utilizaram os dois remédios em seus tratamentos contra o novo coronavírus. Bolsonaro faz referência ao coordenador do Centro de Contenção para o novo coronavírus no Estado de São Paulo, David Uip. Nas redes sociais, o presidente tem pressionado Uip, que testou positivo para a covid-19, a revelar se utilizou ou não cloroquina e a hidroxicloroquina.

“Dois renomados médicos no Brasil se recusaram a divulgar o que os curou da covid-19. Seriam questões políticas, já que um pertence a equipe do governador de SP?”, questionou. “Acredito que eles falem brevemente, pois esse segredo não combina com o Juramento de Hipócrates que fizeram. Que Deus ilumine esses dois profissionais, de modo que revelem para o mundo que existe um promissor remédio no Brasil.”

Na terça-feira (06), David Uip já havia falado sobre o assunto. “Eu não me prescrevi, eu não me receitei, eu fui cuidado por médicos da minha confiança”, disse o infectologista. “É algo absolutamente pessoal e, como eu respeito os meus pacientes, eu gostaria de ser respeitado em algo que é muito pessoal e muito particular. Não faço isso para esconder nada, mas não quero transformar o meu caso em modelo para coisa alguma.”

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