Sábado, 16 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2018
Em meio às negociações envolvendo a fusão da brasileira Embraer com a norte-americana Boeing, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que seu governo dará o aval para o acordo no setor de aviação e dará plena continuidade ao processo.
“Eu sou favorável à fusão entre as duas, por entender que a Embraer, se continuar ‘solteira’ do jeito que está, a tendência dela é, infelizmente, desaparecer”, declarou a um grupo de repórteres, na cidade de Guaratinguetá (SP), após participar de uma formatura de sargentos na Escola de Especialistas de Aeronáutica.
Com o governo federal possuindo a chamada “golden share” (ação que garante poder de veto na venda da companhia), a gestão que assume o comando do Executivo a partir de 1º de janeiro dará prosseguimento à fusão das duas empresas fabricantes, acrescentou Bolsonaro.
Entenda
Após meses de negociações, no início de julho deste ano os comandos da Boeing e da Embraer anunciaram ter chegado a um acordo para a criação de uma nova empresa, que vai envolver os negócios de aviação comercial da companhia brasileira.
Caso a fusão se concretize, a companhia resultante deve nascer avaliada em US$ 4,75 bilhões, terá uma participação de 80% da Boeing e de 20% da empresa brasileira. Pelo acordo, a gigante norte-americana do setor pagará US$ 3,8 bilhões à Embraer.
Os segmentos de defesa e segurança, bem como o de jatos executivos, não foram incluídos no acerto. As duas empresas informaram, porém, o plano de criar uma outra “joint venture” (empreendimento conjunto) para a área de defesa, sem especificar os termos dessa parceria.
Previdência
No que se refere à reforma da Previdência, Jair Bolsonaro voltou a demonstrar contrariedade com os termos da proposta apresentada pelo presidente Michel Temer.
Questionado por jornalistas em Cachoeira Paulista (SP), também nessa sexta-feira, o presidente eleito defendeu a ideia de que é preciso “tomar cuidado” com a medida encaminhada pelo atual chefe do Executivo. “Essa reforma não está justa, no meu entender”, ressaltou. “Não podemos querer salvar o Brasil matando os idosos.”
Bolsonaro não quis detalhar, entretanto, que tipo de alternativa apresentará. Ele limitou-se a reiterar a intenção de enviar uma reforma da Previdência ao Congresso Nacional no primeiro ano de mandato.
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