Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020

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Brasil Bolsonaro disse que vai consultar o presidente do Supremo antes de enviar propostas ao Congresso Nacional

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O ministro Dias Toffoli (E) defendeu um pacto para aperfeiçoar as leis do País. (Foto: Agência Brasil).

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que consultará o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, antes de tomar decisões como a de enviar projetos para votação no Congresso Nacional. Ambos se reuniram na manhã dessa quarta-feira na sede da Corte, em Brasília, e depois fizeram uma declaração-conjunta à imprensa.

“Pode ter certeza, Vossa Excelência, que muitas vezes antes de tomar iniciativas eu o procurarei para que a gente possa aperfeiçoar essa ideia para que, de forma mais harmônica, as propostas sigam o seu curso nacional dentro do Parlamento”, disse o futuro chefe do Executivo federal.

Ainda de acordo com Bolsonaro, é a união entre os três Poderes e a população que vai salvar o Brasil: “Nenhuma pessoa sozinha vai salvar a nossa pátria, mas a união de autoridades, juntamente com seu povo, tem a condição de oferecer alternativas para que o Brasil ocupe a posição de destaque no cenário mundial”.

Já Toffoli, que falou antes de Bolsonaro, mencionou como os três desafios imediatos do País a reforma da Previdência, o equilíbrio fiscal e o combate à violência, principalmente na redução de homicídios. Ele presentou o visitante com um exemplar da Constituição Federal embrulhado para presente e garantiu que o STF está aberto para a formação de um pacto com o Executivo e o Legislativo, a fim de aperfeiçoar as leis.

“Da parte do Supremo Tribunal Federal, estamos abertos a esse diálogo institucional, estabelecer um pacto republicano”, disse. “Relação entre os poderes é de independência, mas temos o dever da harmonia”, frisou.”Jair Bolsonaro será o presidente de toda a nação brasileira a partir do ano que vem.”

Participaram da reunião também filhos de Bolsonaro e integrantes da equipe do presidente do Supremo. Na saída do tribunal, questionado por repórteres de política que cobriam o encontro, o magistrado não quis comentar a proposta de aumento salarial para magistrados da Corte. Bolsonaro já havia avaliado que este não é o momento para conceder o reajuste, mas horas depois a medida acabou aprovada pelo Senado.

STJ

Bolsonaro também esteve nesta quarta-feira na sede do STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde foi recebido em um almoço pelo presidente da Corte, ministro João Otávio de Noronha. O presidente eleito chegou ao tribunal acompanhado do futuro ministro da Justiça, o juiz Sérgio Moro. Bolsonaro e Moro foram recepcionadas por servidores do órgão, sob aplausos e poses para fotos. O magistrado não concedeu entrevista.

“Sérgio Moro foi convidado pelo presidente João Otávio de Noronha e fico muito feliz e honrado que o nosso querido juiz está colaborando para que o Brasil realmente seja no futuro livre de corrupção e do crime organizado”, disse o presidente eleito em rápida entrevista à imprensa.

Ele ainda declarou que a responsabilidade para melhorar a situação do País é de “todo mundo”. “O Brasil tem potencial para sair da crise, mas depende de todos nós e temos certeza de que cada um fará sua parte”, ressaltou.

Agenda em Brasília

Jair Bolsonaro chegou a Brasília na terça-feira, em sua primeira viagem à capital federal desde que foi eleito. No mesmo dia, ele participou de uma sessão no Congresso Nacional em homenagem aos 30 anos da Constituição Federal. Depois se reuniu com o ministro da Defesa, general Silva e Luna, e com representantes das Forças Armadas.

Nesta quarta-feira, depois do encontro com o ministro Dias Toffoli, o presidente eleito participou de uma reunião no gabinete de transição de governo. Mais tarde, foi a vez de se encontrar com o presidente Michel Temer.

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