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Brasil Bolsonaro diz que as novas parcelas do auxílio emergencial devem ser de 500, 400 e 300 reais

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A ideia do governo, no começo da pandemia, era propor um auxílio de R$ 200. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (23) que o governo irá prorrogar o pagamento do auxílio emergencial por mais três parcelas. Ele disse que “devem” ser valores decrescentes, de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, totalizando R$ 1.200.

“O auxílio emergencial vai partir para uma adequação. Serão, com toda certeza, R$ 1.200, em três parcelas. Deve ser, estamos estudando, R$ 500, R$ 400 e R$ 300”, afirmou, em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Em seguida, Guedes praticamente confirmou a prorrogação do auxílio nesses termos.

“Tivemos três meses de R$ 600. Vamos ter mais três meses descendo. R$ 500, R$ 400 e R$ 300”, afirmou Guedes.

Mas enquanto Bolsonaro e Guedes falavam, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendia a prorrogação do auxílio por dois meses, com o valor integral.

“Eu continuo defendendo duas parcelas de R$ 600”, disse Maia.

Maia acrescentou ainda que o Congresso e governo devem debater de forma rápida uma política permanente para a renda mínima.

“Eu acho que é renovar por dois meses e construir o caminho para a renda mínima permanente para que a gente não tenha daqui a 60 dias a pressão, correta e de urgência, que nós temos hoje, em relação à necessidade do auxílio emergencial.”

Hoje, o benefício é pago a trabalhadores informais é de R$ 600. Inicialmente, o programa tinha previsão de durar três meses. A gravidade da crise do coronavírus, no entanto, fez com que o governo precisasse planejar uma extensão dos pagamentos.

De acordo com um interlocutor do ministro da Economia, a extensão teria um custo de aproximadamente R$ 100 bilhões. Cada pagamento de R$ 600 custa aos cofres públicos R$ 51 bilhões.

A prorrogação do auxílio emergencial com novos valores depende de aprovação no Congresso. Inicialmente, a equipe econômica chegou a bater o martelo e decidir pela extensão do benefício por meio de duas parcelas de R$ 300.

O plano, no entanto, mudou. Nos últimos dias, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem defendido uma extensão mais abrangente do programa, com a prorrogação por três meses do valor integral do benefício.

A nova proposta seria, portanto, uma mudança de planos do governo, diante de pressões por um plano mais abrangente de auxílio aos vulneráveis.

A ideia do governo, no começo da pandemia, era propor um auxílio de R$ 200. O Congresso Nacional, porém, elevou o auxílio para R$ 600.

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