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Economia Bolsonaro diz que está buscando rever política de preços da Petrobras atrelada ao exterior

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Com a alta dos combustíveis comprometendo sua popularidade, Bolsonaro tem feito uma série de críticas à Petrobras. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (23) que o governo busca rever a política de preços da Petrobras, que alinha os reajustes dos combustíveis ao preço do barril de petróleo no mercado internacional.

“Tivemos problemas sérios no passado, além da corrupção: a questão da paridade com o preço internacional. Estamos buscando rever essa questão”, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Correio, da Paraíba. A entrevista foi gravada na manhã desta terça no Palácio da Alvorada, mas não constava da agenda oficial do chefe do Executivo.

Com a alta dos combustíveis comprometendo sua popularidade, Bolsonaro tem feito uma série de críticas à Petrobras e aos impostos cobrados por governadores sobre os derivados de petróleo. O presidente já chegou a dizer, por exemplo, que a estatal dá muito lucro.

Monopólio

Já o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse, nesta terça-feira (23), que a Petrobras não tem o monopólio no setor de combustíveis no Brasil desde 1997 e que, por isso, não é correto responsabilizar unicamente a estatal pelo aumento dos preços.

“Boa parte da sociedade está presa à Petrobras de ontem e não à de hoje. A afirmação de que a Petrobras é um monopólio não está correta. Ela compete livremente com outros atores do mercado”, disse durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Convidado para esclarecer as altas nos valores cobrados pelo diesel e a gasolina aos senadores, Silva e Luna disse que a estatal responde por apenas uma fração dos preços do combustível no Brasil. Ele lembrou aos senadores que empresas importadoras têm participação no mercado e na formação de preços. Entre exemplos de grandes importadoras de diesel e gasolina, ele citou Vibra, Ipiranga, Raízen e a Atem.

“A Petrobras acompanha preços de mercado, resultado do equilíbrio entre oferta e demanda. A Petrobras reajusta os preços dos combustíveis observando os mercados externo e interno, competição entre produtores e importadores e a variação do preço no mercado mundial, observando se trata de fenômeno conjuntural ou estrutural”, argumentou.

Pandemia

Silva e Luna iniciou a exposição com um resumo do contexto internacional que afetou o preço do petróleo nos últimos dois anos. Ele lembrou que o preço do petróleo no mercado internacional, o PPI, preço de paridade de importação, não é a única variável que afeta os valores praticados pela empresa.

“A pandemia e o combate a ela nos colocaram em uma posição diferenciada. Tivemos como consequência um choque de demanda elevado, com uma oferta inferior à demanda. Como consequência, uma escalada muito grande do preço das commodities. [Além disso], uma crise hídrica e a desvalorização do real em relação ao dólar”, ressaltou.

Ao declarar que a Petrobras chegou a ficar, sob sua gestão, 92 dias sem reajustar o valor do gás de cozinha, 85 dias sem reajustar o diesel e 56 dias sem alterar o preço da gasolina, o presidente da estatal foi criticado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). “O salário do trabalhador brasileiro não é alterado a cada 90 dias, como o combustível é hoje quase diariamente. É uma brincadeira achar que se está fazendo um grande favor aos brasileiros”, disse o senador. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo e da Agência Brasil.

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