Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de janeiro de 2021
O presidente Jair Bolsonaro disse no último dia de 2020, sem dar detalhes, que o Brasil poderá comprar também a vacina da Moderna contra a Covid-19. Em sua live semanal, o presidente voltou a dizer que o governo irá disponibilizar vacinas para a parte da população interessada em ser imunizada contra o coronavírus, e repetiu, mais uma vez que não tomará vacina contra a Covid-19, se justificando pelo fato de já ter sido contaminado, apesar de haver casos registrados de reinfecção.
A Moderna teve sua vacina autorizada para uso emergencial pelos Estados Unidos no último dia 19. No momento, o Brasil está negociando com a Pfizer, que tem uma vacina desenvolvida com a Biontech, para aquisição de seu imunizante contra a Covid-19.
“Então, além da Pfizer, temos uma outra agora que se apresenta no momento, a Moderna, que poderá ser adquirida pelo Brasil”, disse Bolsonaro.
“Parece que agora as empresas vão apresentar documentação junto à Anvisa, para a Anvisa então, caso ela certifique, nós imediatamente possamos fazer as tratativas e consigamos comprar essas vacinas”, acrescentou. “Até porque parte da população clama por elas, então quem tá querendo a vacina a gente vai acertar, da nossa parte, grátis e não obrigatório.”
O governo federal já tem um acordo com a AstraZeneca, que desenvolveu uma vacina contra a Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford.
No último dia 31, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, parceira da AstraZeneca no Brasil, disse à Reuters que pretende pedir junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial dessa vacina. O imunizante da AstraZeneca-Oxford teve o uso emergencial autorizado pelo Reino Unido na última quarta-feira (30).
Ela disse que a aprovação da vacina no Reino Unido na quarta-feira acelerará a luz verde regulamentar para a vacina no Brasil, onde ela é extremamente necessária para combater o segundo surto de coronavírus mais mortal do mundo.
“Para não haver atraso, nós decidimos com base na autorização no Reino Unido entrar também com esse pedido de uso emergencial da vacina”, disse ela em entrevista à Reuters via videoconferência.
O pedido de registro da vacina britânica junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não pode ser finalizado antes de 15 de janeiro, pois a papelada ainda está sendo preparada, como os documentos de controle da produção da vacina, que a Fiocruz pretende produzir do zero em sua unidade do Rio de Janeiro com financiamento federal, a partir do segundo semestre.
“Estou otimista com a possibilidade de, no máximo, no final de Janeiro ou início de fevereiro, iniciar essa vacinação”, disse a presidente da Fundação Oswaldo Cruz.
O Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro tem minimizado desde o início os impactos sanitários da pandemia, ficou para trás dos vizinhos Chile e Argentina, onde a vacinação já está em andamento. Nenhuma vacina foi aprovada no Brasil até o momento.
Além dessas vacinas, o Brasil conta também com a CoronaVac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac, que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo.
Na live, o presidente voltou a criticar governadores e prefeitos que paralisaram atividades econômicas como forma de conter a disseminação da Covid-19. Criticou também duramente o uso de máscaras como forma de prevenção. As informações são da agência de notícias Reuters.
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