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Política Bolsonaro diz que títulos de propriedade levam assentados para lado do governo

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"Nós, desde o começo [do governo], tivemos uma política firme contra as ações das lideranças do MST, quando começamos a titular terras pelo Brasil", disse Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

No mesmo dia em que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) divulgou nota para explicar a suspensão da entrega de títulos de propriedade, o presidente Jair Bolsonaro, ao criticar o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), disse que a concessão desses certificados faz com que os assentados fiquem do lado do governo.

A autarquia alegou falta de recursos do Orçamento para paralisar atividades que envolvam deslocamento para eventos.

“Nós, desde o começo [do governo], tivemos uma política firme contra as ações das lideranças do MST, quando começamos a titular terras pelo Brasil. O integrante do MST, o assentado, ao receber um título de propriedade, passou a ser um cidadão e ficou do nosso lado”, afirmou Bolsonaro, durante ato político do PL, em Goiás, do qual participou por videoconferência.

“Quando estava do outro lado, ele era obrigado a seguir orientações de João Pedro Stédile, entre outros marginais. E hoje em dia, ao receber o título de terra, passou para o lado do bem e é parceiro do fazendeiro. Tanto é verdade que as invasões de terra, praticamente, não se tem mais”, emendou o presidente.

O ato do PL foi organizado pelo deputado Major Vitor Hugo (GO), pré-candidato de Bolsonaro ao governo de Goiás, e contou com a participação do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

O chefe do Executivo endossou o nome de Vitor Hugo e voltou a criticar os governadores pelas medidas tomadas durante a pandemia de Covid-19, que tinham o objetivo de frear a disseminação do coronavírus, por meio de restrições para a circulação de pessoas.

“Não podemos esquecer o que alguns governadores pelo Brasil fizeram, contra o seu povo, por ocasião da pandemia. A política do fecha tudo foi um baque na nossa economia, não salvou vidas”, disse Bolsonaro.

O presidente chegou a chamar as medidas de isolamento social de “ditadura na pandemia”. Em 2020, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), até então ferrenho apoiador de Bolsonaro, criticou a postura negacionista do presidente.

Em seu discurso no evento do PL, Bolsonaro também defendeu o porte de arma de fogo, com a frase “homem armado jamais será escravizado”, e exaltou o fato de seu governo não ter demarcado terras indígenas.

Ao defender a candidatura de Vitor Hugo ao governo de Goiás, contra Caiado, o presidente disse que o deputado, se eleito, vai combater o crime e colaborar na “manutenção dos valores tradicionais”. Num aceno ao eleitorado religioso e conservador, disse que Vitor Hugo é contra o aborto.

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