Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de setembro de 2018
O candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, voltou a atacar o concorrente do PSL, Jair Bolsonaro, e as propostas dele na economia. Ele afirma que o candidato é extremamente prejudicial à economia do País.
“O Bolsonaro é extremamente prejudicial à economia”, disse, em referência à proposta sobre uma espécie de nova CPMF, feita pelo economista Paulo Guedes, coordenador do programa econômico do presidenciável do PSL.
No debate, em uma pergunta com a candidata Marina Silva (Rede), Meirelles já havia criticado a proposta da volta da CPMF.
Dobradinha
Os candidatos à Presidência Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede) fizeram uma “dobradinha” em um debate presidencial em Aparecida (SP) para atacar o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), ausente no programa e internado após ter sofrido um ataque com golpe de faca no abdome.
Meirelles e Marina criticaram a proposta do assessor econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, de criar um imposto semelhante à extinta CPMF. “Sou contra a reedição da CPMF porque foi usada de forma pervertida”, disse Marina, que retomou as críticas contra Bolsonaro, classificando a proposta e a visão do candidato do PSL como “nefastas”.
O emedebista, por sua vez, disse que o imposto é um “exemplo do que não pode ser feito” na economia. “Isso é perigoso, é grave, e a população precisa ser alertada por isso”, declarou Meirelles, dizendo que não se pode criar novos impostos que prejudiquem os mais pobres.
A “pinicadinha” de Ciro em Haddad
O que parecia o início de outra dobradinha sobre reforma tributária, entre Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT), se tornou espaço para uma “pinicadinha” de Ciro no petista, conforme o candidato do PDT se referiu. Haddad defendeu estabelecer um IVA (Imposto de Valor Agregado) para permitir que consumidores paguem menos impostos e cobrar alíquotas de lucros, dividendos e heranças, mas não escapou de críticas do adversário.
“Por que o povo deve acreditar nessa proposta na sua possível gestão se o seu partido, os senhores estiveram no poder durante 14 anos?” questionou Ciro. Haddad disse que o pedetista estava “esquecendo” do controle da despesa do governo ao falar de ajuste tributário.
Quando perguntou para Meirelles, Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu tributar dividendos e reduzir impostos e disse ainda que o governo do presidente Michel Temer, do qual Meirelles foi ministro, “fracassou absolutamente” no investimento em educação e que quem assumir a Presidência no próximo ano terá dificuldades. “O que o candidato evitou é a questão das reformas”, pontuou o emedebista.
Depois de ser elogiado por Ciro no bloco anterior, Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que, além de algumas convergências, tinha diferenças com o pedetista porque defende a chamada “democratização” dos meios de comunicação enquanto Ciro afirma que o controle pode ser feito pelo “controle remoto”.
O presidenciável do PDT justificou sua defesa ao falar que a questão é “pragmática” e que não há capital político para aprovar uma regulamentação da mídia no Congresso Nacional. Boulos rebateu dizendo que não se pode ficar “refém” dos “velhos pactos” com o Congresso Nacional. “Se você tiver a oportunidade de servir essa nação, conte comigo nessa parada”, respondeu Ciro.
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