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Brasil Fernando Henrique Cardoso é um dos responsáveis pela situação que nós vivemos, disse Ciro Gomes

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Candidato do PDT diz que 50% da população não quer nem candidato do PT, nem Bolsonaro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, criticou a proposta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) de unificação das candidaturas de centro contra os extremos. De acordo com o pedetista, o tucano “é um dos responsáveis pela situação em que o País se encontra”.

Ciro negou ainda que a candidatura dele seja de centro. “Eu estou ao lado dos mais pobres e dos que trabalham”, disse.

Ciro também afirmou que o foco das últimas duas semanas de campanha é o combate ao desemprego, e não o ataque ao PT.

Leis “são frouxas”

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, afirmou nesta sexta-feira (21) que as leis brasileiras “são muito frouxas” e “não acompanharam a sofisticação do narcotráfico e das facções criminosas”.

Ele sugeriu mudança das regras e fortalecimento do orçamento da segurança pública durante campanha em Aparecida e Pindamonhangaba, sua cidade natal, no interior de São Paulo.

“O Brasil precisa fundar um sistema único de segurança pública e tem que reforçar o orçamento e mudar um punhado de regras, de leis que são muito frouxas e não acompanharam a sofisticação do narcotráfico e das facções criminosas”, disse.

No início da manhã, Ciro fez uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida, maior templo católico do País. Ele visitou o nicho onde está abrigada a imagem da Padreira, acendeu uma vela e fez uma oração. Mais tarde, ele fez campanha na região central de Pindamonhangaba, onde cumprimentou e tirou fotos com eleitores.

“Salto no escuro”

Ciro Gomes também atacou o adversário Jair Bolsonaro (PSL) e disse que a candidatura dele é “salto no escuro”, “destruidor da nação brasileira”.

“A população quer mudar de jeito radical, que está levando parte importante da nossa população ao extremismo, militarista, radicalizado, preconceituoso, que representa a candidatura de um salto no escuro absolutamente destruidor da nação brasileira que é a candidatura do Bolsonaro”, disse Ciro Gomes.

Agenda no Distrito Federal

À tarde, Ciro Gomes cumpriu agenda de campanha no Núcleo Bandeirante, cidade a cerca de 15 km de Brasília. A previsão é que ele fizesse uma panfletagem em frente a um mercado local, mas o ato político se resumiu a uma breve caminhada em meio a militantes com bandeiras até uma praça ao lado do mercado, onde discursou.

Ele ficou cerca de 20 minutos no local e depois saiu em direção ao aeroporto, onde pegaria um jatinho até Goiânia, onde teria outro compromisso de campanha.

Em entrevista à imprensa, Ciro comentou algumas de suas propostas voltadas para as mulheres. Ele defendeu a aplicação de medidas de proteção para vítimas de violência doméstica e o aumento da pena para o feminicídio, que é o assassinato de mulheres em razão do gênero.

“Você tem que garantir basicamente que as medidas de proteção de mulheres sob ameaça sejam executadas imediatamente pelo escrivão de polícia que tomar conhecimento ou pelo delegado. Depois, esse procedimento é examinado pelo Judiciário”, afirmou.

Ciro Gomes voltou a criticar Jair Bolsonaro, adversário na corrida ao Planalto, questionando a autonomia que o economista Paulo Guedes terá à frente da Fazenda em eventual governo do candidato do PSL.

Nesta semana, o conselheiro econômico de Bolsonaro, em encontro com colegas do mercado, havia dito que poderia propor a criação de um imposto nos moldes da CPMF, no lugar de outros cinco tributos, e iria unificar a alíquota do Imposto de Renda em 20%.

As declarações geraram repercussão negativa e Bolsonaro se apressou em ir às redes sociais afirmar ser contra a criação de impostos.

Citando um antigo comercial de xarope, Ciro fez uma comparação: “Tinha uma propaganda no interior do Ceará que era feita pelo Nezinho do Jegue que dizia assim: ‘Só burro não toma Castaniodo’. Só uma pessoa muito inocente, doida para ser enganada, acredita que o Bolsonaro vai dar 15 dias de atenção ao Paulo Guedes”.

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