Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de outubro de 2019
Ministro mais popular do governo de Jair Bolsonaro, o ex-juiz federal Sérgio Moro chamou de “intrigas” as informações que dão conta de uma possível candidatura sua à Presidência da República nas próximas eleições e afirmou que Bolsonaro terá o seu apoio para tentar a reeleição, caso o atual presidente dispute o pleito em 2022 . “Meu candidato em 2022 é o presidente Bolsonaro”, declarou.
Em entrevista à revista Veja, Moro disse temer pelo futuro da Lava-Jato e negou que tenha ocorrido exageros na operação e qualquer ilegalidade nas mensagens vazadas por hackers, “mesmo que elas fossem verídicas”. Ele defendeu a prisão de Lula por crimes cometidos e admitiu a possibilidade de o petista ser beneficiado por um novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal).
O ministro falou ainda do fogo amigo enfrentado dentro do governo e sustentou que possui uma “ótima relação com Bolsonaro”. “Há dentro do governo, no Congresso e no Supremo, interesses múltiplos que nem sempre são convergentes, mas não entendo muito a lógica dessas intrigas”, disse.
Popularidade
O ministro da Justiça e Segurança Pública é aprovado por 54% da população brasileira, um desempenho superior ao do presidente Jair Bolsonaro, de acordo com pesquisa Datafolha.
Mais popular e mais bem avaliado entre os ministros do governo Bolsonaro, o ex-juiz da Operação Lava-Jato é considerado ótimo/bom por 54% dos entrevistados, enquanto 20% o consideraram ruim/péssimo e 24% o avaliam como regular.
Imprensa
No mês passado, Moro proibiu a entrada de jornalistas com celulares, gravadores e câmeras de filmagem durante um evento que participou em São Paulo.
Moro deu uma palestra em um evento sobre lavagem de dinheiro chamado “The OFFshore Alert Conference Brazil”, realizado no hotel Palácio Tangará. A informação sobre as restrições aos jornalistas foi repassada pela assessoria de comunicação do hotel, mas foi imposta pela assessoria do ministro.
Segundo o Palácio Tangará, jornalistas que estivessem no evento poderiam entrar apenas “com papel e caneta” nas mãos. Segundo informações do jornal Valor Econômico, a assessoria do ministro disse que “houve uma falha de comunicação”.
“A restrição era apenas para filmagem”, declarou Moro ao jornal. Já de acordo com o Palácio Tangará, a condição imposta pelas assessorias do ministro e do evento foi que os jornalistas entrassem apenas “com papel e caneta nas mãos”.
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