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Política Bolsonaro eleva alíquota do IOF até dezembro para custear novo Bolsa Família

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Mudança vai gerar arrecadação adicional de R$ 2,14 bilhões para pagar novo valor de benefício, diz governo.

Foto: Agência Brasil
O valor médio recebido por família é de R$ 614,21. (Foto: Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro assinou decreto para elevar, até o fim de 2021, a alíquota do IOF – Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários. O dinheiro arrecadado será usado para custear o Auxílio Brasil, proposto pelo governo para substituir o Bolsa Família.

A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto. Segundo o governo, a alta do IOF valerá para operações de crédito de pessoas físicas e de empresas. A mudança vale entre a próxima segunda-feira, 20 de setembro, a 31 de dezembro de 2021.

Até cerca de 20h desta quinta o governo ainda não tinha divulgado a nova tabela do IOF – e o decreto ainda não tinha sido publicado no “Diário Oficial da União”. Ao definir a mudança por decreto, Bolsonaro evita que o tema seja analisado pelo Congresso Nacional.

O IOF é apurado diariamente. Pelas regras em vigor atualmente, a cobrança máxima do tributo é de 3% ao ano para pessoa jurídica e de 6% para pessoa física. Os novos percentuais não foram divulgados.

De acordo com o governo, a alta do IOF permitirá uma arrecadação extra de R$ 2,14 bilhões para custear o novo Bolsa Família. Bolsonaro já enviou uma medida provisória sobre o novo programa ao Congresso, mas ainda não divulgou qual será o valor das parcelas pagas aos beneficiários.

A implementação do Auxílio Brasil em 2021, no entanto, deve custar mais que os R$ 2,14 bilhões a serem arrecadados com o IOF. Em agosto, o secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Bruno Funchal, projetou custo adicional de R$ 26 bilhões a R$ 28 bilhões para o programa em 2022 – entre R$ 2,17 e R$ 2,33 bilhões mensais.

“A medida irá beneficiar diretamente cerca de 17 milhões de famílias e é destinada a mitigar parte dos efeitos econômicos danosos causados pela pandemia”, diz o material divulgado pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

IOF zerado em 2020

Entre abril e dezembro de 2020, motivado pelo impacto inicial da pandemia de Covid na economia brasileira, o governo zerou a alíquota do IOF até o fim do ano.

Desde 1º de janeiro deste ano, no entanto, a cobrança foi retomada – o que encarece a tomada de empréstimos.

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5 Comentários
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Adroaldo Mousquer
17 de setembro de 2021 09:28

A velocidade e a facilidade em aumentar impostos é impressionante. Se quiser, ninguém diz não. O povo aguenta. Sobe mais.

Adroaldo Mousquer
17 de setembro de 2021 21:01

?

Antonio Nunes
17 de setembro de 2021 10:30

Com este tipo de liberalismo, não entendo pq as esquerdas ainda reclamam deste governo…

Artur Borba
17 de setembro de 2021 16:17

Tem uns idiotas que criticam o governo por aumentar um benefício que foi criado pelo governos passados, e acha que a responsabilidade é toda deste governo, aí quando tem que aumentar os iof para sustentar bolsa família ficam criticando o governo.

Luiz Eduardo Filho
18 de setembro de 2021 17:42

Bolsonaro antes da eleição só falava mal do bolsa família e agora quer criar um para chamar de seu. Alguem sabe quem vai pagar pelo mecanismo de compra de voto do “mito”? Sim, todos nós, os idiotas.

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