Sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
14°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Bolsonaro elogiou o coordenador do Enem e criticou a doutrinação nas escolas

Compartilhe esta notícia:

Em publicação na sua conta oficial no Twitter, o presidente disse que é preciso ignorar a promoção da “lacração” e da “doutrinação” em sala de aula. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou neste sábado (05) que o novo responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o economista Murilo Resende Ferreira, vai priorizar o ensino com enfoque na medição da formação acadêmica.

Em publicação na sua conta oficial no Twitter, o presidente disse que é preciso ignorar a promoção da “lacração” e da “doutrinação” em sala de aula. O presidente também destacou a formação de Resende, que é doutor em economia pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

“Murilo Resende, o novo coordenador do Enem, é doutor em economia pela FGV, e seus estudos deixam claro a priorização do ensino ignorando a atual promoção da ‘lacração’, ou seja, enfoque na medição da formação acadêmica, e não somente o quanto ele foi doutrinado em salas de aula”, tuitou.

Resende, de 36 anos, foi escolhido pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, como diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (Instituto de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira), que é o órgão responsável pelo Enem.

Aprovação do presidente 

Bolsonaro afirmou que a partir de agora ele tomará conhecimento do conteúdo do Enem antes da aplicação da prova. Bolsonaro deu a declaração em uma transmissão ao vivo no Facebook ao falar sobre uma questão no Enem de 2018 que abordou o pajubá, conjunto de expressões associadas aos gays e aos travestis.

“Esta prova do Enem – vão falar que eu estou implicando, pelo amor de Deus –, este tema da linguagem particular daquelas pessoas, o que temos a ver com isso, meu Deus do céu? Quando a gente vai ver a tradução daquelas palavras, um absurdo, um absurdo! Vai obrigar a molecada a se interessar por isso agora para o Enem de 2019?”, indagou o presidente.

“Podem ter certeza e ficar tranquilos. Não vai ter questão desta forma ano que vem, porque nós vamos tomar conhecimento da prova antes. Não vai ter isso daí”, disse.  “Queremos que na escola a molecada aprenda algo que no futuro lhe dê liberdade, que ele possa ganhar o pão com trabalho, não fique com essas questões menores que a gente vê por aí de ideologia de gênero. Qual a importância disso? Vai ser feliz, cara! Se você quer se feliz com outro homem, vai ser feliz! Se você é mulher e quer ser feliz com outra mulher, vai ser feliz”, afirmou.

“Mas não fiquem perturbando isso nas escolas, obrigando a criançada a estudar besteira que não vai levar a lugar nenhum. Quem ensina sexo é papai e mamãe, pronto e acabou”, completou Bolsonaro.

O Enem é realizado pelo Inep, uma autarquia do MEC (Ministério da Educação), desde 1998. Em 2009, se transformou em um exame para ser usado como acesso ao ensino superior. Mas usa uma metodologia diferente dos vestibulares tradicionais e, por isso, as questões não são todas elaboradas por uma mesma equipe: são retiradas de um banco de itens com milhares de questões já feitas durante vários anos por muitos professores.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Tempestade na Tailândia causou inundações e cortes de energia
Uma avaliação médica na cadeia informou que o médium João de Deus está “clinicamente bem” após relatos da defesa de “dores, suores e tremedeira”
Pode te interessar