Sexta-feira, 29 de Maio de 2020

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Brasil Bolsonaro enaltece o trabalho de Michel Temer quando esteve na Presidência da República

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"Se o Temer não fizesse a reforma trabalhista, estaria em uma situação pior do que estava antes", disse Bolsonaro (D). (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu ajuda do governo Michel Temer no resultado positivo na geração de empregos. “Deixa eu elogiar o Temer aí. Se o Temer não fizesse a reforma trabalhista, estaria em uma situação pior do que estava antes. É muito bonito falar em direitos. Agora quero saber os direitos do desempregado, não tem direito nenhum”, disse Bolsonaro.

“Eu já falei: ‘O povo que tem que decidir, direitos ou empregos, não vai ser eu. Eu acho que a mão de obra mais cara do mundo é a nossa. Em consequência, a gente perde mercado para todo mundo’. ‘Ah, o cara quer tirar direitos.’ Então fica com seus direitos, mas desempregado. Eu queria dar mais direitos para os caras, mas, quanto mais direitos, maior o desemprego”, concluiu.

Sínodo

Bolsonaro afirmou que os bispos e cardeais que participam do Sínodo da Amazônia “têm o direito de discutir o que bem entendem”, mas que a “posição de alguns da cúpula católica” não reflete a posição de todos. No discurso da missa de abertura do encontro, que vai até o dia 27 de outubro, o Papa Francisco disse que “o fogo causado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é o fogo do Evangelho”.

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada neste domingo (06), Bolsonaro disse que “alguns querem voltar para aquilo que foi discutido em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), a questão da internacionalização da Amazônia”.

Bolsonaro afirmou que as declarações do presidente da França, Emmanuel Macron, sobre a crise climática na Amazônia serviram para despertar “o espírito patriótico no Brasil”. “O pessoal começou a se interessar”, disse. Ele também voltou a criticar o cacique Raoni Metuktire, liderança indígena mais influente da atualidade. “Nós levamos a índia Ysani Kalapalo para ONU, li uma carta lá dos índios agricultores. Nós começamos a tirar o monopólio do Raoni”, disse, repetindo um trecho de seu discurso na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Reportagem da revista Veja desta semana dá detalhes sobre a campanha que pretende fazer de Raoni o primeiro prêmio Nobel brasileiro. No mês passado, Raoni entrou oficialmente na lista de concorrentes ao Nobel da Paz em 2020. A campanha vem se espalhando pelas redes sociais acompanhada da hashtag #RaoniNobel.

Na semana passada, em uma conversa intermediada por um tradutor, Raoni falou a Veja em seu idioma nativo sobre essa possibilidade. “Há anos trabalho pela paz entre indígenas e brancos. As pessoas falam que esse prêmio é importante para reconhecer a minha luta”, disse. “O presidente quer diminuir a terra indígena e destruir a natureza para o garimpeiro entrar no nosso território. Tentei pedir apoio ao governo, mas só o povo me apoia. Sou contra esse plano do governo e, por isso, sou atacado. Mas não vou desistir. Ficarei firme até o fim para não destruírem a natureza e o meu povo”.

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