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Mundo Bolsonaro está liberado para ir à ONU sem vacina, mas poderá ter dificuldades para entrar em outros locais de Nova York

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Presidente comeu pizza com sua comitiva em Nova York. (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro chegou neste domingo (19) em Nova York (EUA), onde participa da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana. Ele está liberado para entrar na sede do órgão, mesmo sem ter se vacinado contra o coronavírus, mas pode ter dificuldades para acessar outros locais da cidade cosmopolita.

Se do lado de fora a cidade é inconfundível, é como se uma grade fosse uma fronteira. Do lado de dentro é área internacional. A ONU não precisa seguir as determinações das autoridades locais.

O auditório vai receber mais de 100 líderes do mundo inteiro. Bolsonaro será o primeiro chefe de Estado a subir na tribuna para discursar, porque o Brasil – por tradição – abre os trabalhos.

A ONU não vai exigir comprovante de vacinação, mas adotou um sistema de honra. Quem entrar se compromete a seguir todos os protocolos para evitar a transmissão do coronavírus.

A cidade até enviou uma carta para o presidente da Assembleia-Geral pedindo a vacinação dos participantes. Abdulla Shahid apoiou a ideia e disse que iria submeter o pedido ao secretário-geral das Nações Unidas, mas António Guterres disse que não pode barrar os chefes de Estado que não estejam vacinados.

O presidente Jair Bolsonaro já repetiu algumas vezes que não se vacinou. Para discursar na ONU, ele não terá problemas. Mas, nos restaurantes de Nova York, ele não poderá frequentar áreas internas. Isto é só para quem está vacinado.

A porta-voz do presidente da Assembleia-Geral, Monica Grayley, afirmou que os participantes que quiserem vão poder se imunizar. “A cidade colocou à disposição a vacinação. Ainda não se sabe em que posição exata esse local de vacinação será feito. E que o presidente tem falado é que ele espera que as pessoas possam aproveitar essa oportunidade, já que está sendo oferecida”, disse.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU pediu para que os chefes de Estado sejam responsáveis e se certifiquem de que as ações deles não prejudiquem a saúde e segurança da população de Nova York e dos participantes da Assembleia.

Pizza

Bolsonaro deixou o hotel em que está hospedado em Nova York, na noite deste domingo (19), com parte da comitiva que o acompanha na viagem oficial para comer em uma pizzaria nas redondezas, de acordo com alguns dos que o acompanharam no “jantar”.

Em conversa informal com jornalistas no saguão do hotel em que a delegação brasileira está hospedada para participar da Assembleia Geral da ONU, alguns dos ministros que acompanham Bolsonaro na viagem oficial, como o chanceler Carlos Alberto França, e ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, disseram que haviam acompanhado o presidente a uma pizzaria a 500 metros de distância, percurso que fizeram a pé.

Também teriam acompanhado o presidente os ministros da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres; do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Augusto Heleno; da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos; e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, dentre outros.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, postou uma foto com parte do grupo em frente à pizzaria em seu perfil do Instagram. Assessores teriam levado pizzas para alguns dos integrantes da delegação que permaneceram no hotel.

Não é a primeira vez que o presidente opta por uma refeição mais informal em uma viagem internacional. Mas a escolha deste domingo chama especial atenção em decorrência da polêmica recente envolvendo a recusa de Bolsonaro em se vacinar contra a Covid-19 e as regras que exigem apresentação de comprovante de imunização para acessar uma série de estabelecimentos na cidade de Nova York.

A pizzaria escolhida por Bolsonaro não tem mesas internas. Os clientes fazem os pedidos no balcão e retiram os produtos para viagem. O grupo de autoridades brasileiras decidiu comer em pé, na calçada. Caso optassem por comer na parte interna de um restaurante, ficariam sujeitos às regras do decreto municipal que regulamenta a questão na cidade.

A primeira agenda de Bolsonaro será nesta segunda-feira (20), quando o mandatário terá um encontro bilateral com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Depois, participará de uma recepção oferecida pelo embaixador brasileiro na ONU.

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