Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de junho de 2021
O presidente Jair Bolsonaro afirmou em sua live semanal nas redes sociais, que pretende aumentar o Bolsa Família em “pelo menos 50%”. Segundo ele, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem estudado o assunto “com responsabilidade”.
Pressionado pela CPI da Covid e queda de popularidade, o presidente mencionou uma das principais pautas dos protestos realizados contra ele no último sábado (29): o aumento do auxílio emergencial.
“Tem gente que fala que o auxilio emergencial, que está em R$ 250, é um absurdo, muito pouco. Concordo. Mas vocês nunca falaram que o Bolsa Familia está hoje, em média, R$ 192. Resolveram falar que (R$ 250) é pouco por conta da pandemia. Quando não tinha pandemia, o pobre podia continuar vivendo com R$ 192, que é pouco.
O presidente então acrescentou:
“Estamos trabalhando para aumentar esse valor (do Bolsa Família). Pretendemos chegar aí… dar pelo menos 50% (de aumento). Está lá o Paulo Guedes discutindo esse assunto. Com responsabilidade.”
Na transmissão, Bolsonaro falou que esta foi uma “semana de glória” para a economia e que a previsão é de o Produto Interno Bruto (PIB) crescer no mínimo 4% neste ano de 2021.
Ele também criticou o preço dos combustíveis, que, na visão dele, seriam inflados por conta do ICMS, imposto estadual:
“Cada Estado cobra o que bem entende (de ICMS). E cobra em cima do preço médio que você paga na bomba. Tem que ser o preço da refinaria (que é menor) ou um valor fixo. Que seja um valor fixo. Conversei com o (presidente da Câmara dos Deputados) Arthur Lira (PP-AL). Vai botar um projeto em votação que trata desse assunto”, disse Bolsonaro, em mais um aceno para os caminhoneiros, categoria de sua base política que reivindica redução no preço do diesel.
Auxílio emergencial
O presidente Jair Bolsonaro e sua equipe econômica já trabalham em uma nova prorrogação do auxílio emergencial. De acordo com o Blog Radar, da revista Veja, Bolsonaro bateu o martelo sobre a nova extensão do benefício quando se reuniu com o ministro da Cidadania, João Roma, o ministro da Economia, Paulo Guedes, da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos e da Secretaria de Governo, Flávia Arruda para discutir os detalhes da reformulação do programa Bolsa Família.
O auxílio emergencial 2021 foi aprovado com limite de R$ 44 bilhões estipulado pela PEC Emergencial para o pagamento das 4 parcelas. O primeiro pagamento ocorreu em abril para 39 milhões de brasileiros, em parcelas que variaram de R$ 150 a R$ 375. A última parcela estava prevista para ser paga no mês de julho.
Conforme apurou o jornal Estadão, uma nova prorrogação já vinha sendo discutida pelos membros do governo tanto para garantir apoio financeiro às famílias em situação de vulnerabilidade e que ainda são afetadas pelo prolongamento da pandemia da covid-19, como também para ganhar tempo para que o governo tire do papel um novo projeto para o Bolsa Família.
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