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Economia Petróleo fecha em alta com dólar fraco e sobe 5% na semana

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A commodity energética foi beneficiada pela decisão da Opep+ de manter o atual acordo de corte na produção. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira (4) impulsionado pela desvalorização do dólar. A moeda americana se enfraqueceu após o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos informar que o país gerou 559 mil empregos em maio, abaixo do esperado por analistas.

Além do câmbio, a commodity energética também é beneficiada pela decisão tomada no começo da semana pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter o atual acordo de corte na produção.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI com entrega prevista para o mês que vem subiu 1,18% (+US$ 0,81), a US$ 69,62. Na comparação semanal, o contrato registrou ganho de 4,98%. O Brent para agosto, por sua vez, avançou 0,81% hoje (+US$ 0,58) e 4,61% na semana, a US$ 71,89 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os preços do petróleo também foram apoiados pela informação de que empresas de energia dos Estados Unidos cortaram nesta semana o número de plataforma de óleo e gás natural operacionais, pela primeira vez em seis semanas, segundo dados da empresa de serviços do setor Baker Hughes.

“Após muito tempo, o petróleo aparenta ter encontrado um novo lar acima dos 70 dólares”, afirmou o corretor de petróleo PVM, Stephen Brennock. “O verão e abertura da economia global são altistas para a demanda por petróleo na segunda metade do ano.”

Uma desaceleração nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã sobre o programa nuclear dos iranianos também impulsionou o petróleo nesta semana, ao reduzir expectativas de um retorno da oferta do país islâmico ao mercado.

Comércio de gás natural

Os volumes de comércio global de gás natural liquefeito (GNL) atingiram um recorde no ano passado, liderados pela Ásia, embora o crescimento tenha sido marginal, já que a demanda foi abalada por restrições induzidas pela pandemia do coronavírus, de acordo com um relatório da International Gas Union (IGU).

O comércio geral de gás natural aumentou para 356,1 milhões de toneladas no ano passado, um aumento de 1,4 milhão de toneladas ou cerca de 0,4% em relação a 2019, principalmente impulsionado pelo aumento das exportações dos Estados Unidos e da Austrália, disse o grupo em seu relatório anual divulgado na último quinta (3).

Isso foi menor do que o crescimento de 40,9 milhões de toneladas, ou 11,5%, em 2019, disse o IGU. Mas, o GNL foi uma das poucas commodities que teve um aumento no comércio em 2020, disse.

“O comércio de GNL em 2020 foi fortemente impactado pela covid-19, à medida que os mercados, cidades e produtores em todo o mundo lutavam com bloqueios e uma infinidade de outras interrupções”, disse o IGU, que compreende mais de 160 membros e defende o uso de gás.

A Austrália ultrapassou o Catar como o maior exportador de GNL do mundo, enquanto os Estados Unidos e a Rússia permaneceram como terceiro e quarto maiores exportadores, respectivamente, acrescentou.

Em 2020, os EUA exportaram 11 milhões de toneladas, ou cerca de 33%, mais do que em 2019 devido à nova produção da Freeport LNG, Cameron LNG e Ilha de Elba. As exportações, no entanto, diminuíram de Trinidad e Tobago, Malásia, Egito, Argélia e Noruega, disse o IGU.

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