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Política Bolsonaro fala sobre suspeita de corrupção, dizendo que nenhuma dose da Covaxin foi paga

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(Foto: O Sul)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), se defendeu das suspeitas de corrupção no caso da compra da vacina indiana Covaxin, negociação que é investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em andamento pelo Senado Federal.

“Nenhuma dose da Covaxin foi paga”, afirmou Bolsonaro, a apoiadores, após motociata de cerca de duas horas pelas ruas de Porto Alegre.

Mais cedo, ao ser questionado por um repórter sobre as denúncias, o presidente deu uma resposta semelhante. “Gastei um centavo com a Covaxin? Me responda, gastei um centavo?”, respondeu ao jornalista.

“A compra seria de 400 milhões de doses? A compra seria mil por cento sobre o faturamento? É o que a CPI andou falando”, disse. “Dose de US$ 15, passou para US$ 150. Você multiplica 400 milhões de doses vezes US$ 150, vezes R$ 5. Isso dá R$ 300 bilhões. Isso é uma coisa absurda, meu Deus do céu. Eu assinei uma MP de R$ 20 bilhões para comprar vacina para todo mundo”, afirmou.

Confissão de prevaricação

Os políticos de oposição não demoraram a apontar uma “confissão de prevaricação” em uma fala do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), durante a motociata realizada neste sábado (10), em Porto Alegre. O tema “prevaricação” foi um dos mais comentados do Twitter.

A declaração do presidente feita é a seguinte: “Ele (Miranda) pediu uma audiência pra conversar comigo sobre várias ações. Tenho reunião com mais de 100 pessoas por mês, dos mais variados assuntos. Eu não posso simplesmente, ao chegar qualquer coisa pra mim, tomar previdência”, respondeu Bolsonaro a um repórter.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) foi um dos primeiros a perceber a declaração do presidente. “Bolsonaro confessa crime de prevaricação e diz que não podia tomar providência sobre caso Luis Miranda”, postou Pimenta, no Twitter. Vale citar que o deputado petista disse anteriormente que Luis Miranda e o irmão dele, o servidor Luis Ricardo Miranda, gravaram a conversa com o presidente da República com a denúncia de corrupção.

Para Marcelo Freixo (PSB-RJ), “Bolsonaro acaba de confessar que foi alertado sobre a corrupção na Saúde e deixou a roubalheira correr solta”, escreveu o deputado em publicação na rede social.

Outro petista, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) também teve a mesma interpretação. “Bolsonaro confessou que foi avisado pelo deputado Luis Miranda sobre os indícios de corrupção na compra da vacina Covaxin e nada fez. Essa declaração é a confirmação do crime de prevaricação”, interpretou Fontana.

Alessandro Molon (PSB-RJ) também foi na mesma linha. “Bolsonaro acaba de admitir que se reuniu com Luís Miranda, ouviu a denúncia e nada fez. Ou seja, confessou que cometeu um crime, o de prevaricação. Denunciar esquema de corrupção não é uma opção do presidente: é um Dever”, publicou Molon.

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Maria Cristina Martins Nocchi
11 de julho de 2021 10:43

Essa é a o nova política? Acabou a mamata?

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