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Política Políticos e ministros mostram cautela contra ameaça de Bolsonaro às eleições

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Ministros do STF conversaram sobre como deveria ser a resposta ao presidente. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Alvos dos constantes ataques de Jair Bolsonaro, dirigentes partidários e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) procuraram reagir com serenidade ao mais recente arroubo do presidente.

Avaliam que a radicalização é tudo o que mais quer Bolsonaro. Em privado, todos entendem a gravidade do momento e se dizem preocupados, porém, permanecem confiantes nas instituições.

Ministros do STF conversaram sobre como deveria ser a resposta ao presidente. Uma nota conjunta foi cogitada, mas descartada por entenderem que a defesa deveria ser institucional, via Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até dirigentes de partidos do Centrão, aliados de Bolsonaro, demonstram apreensão com a escalada das ameaças. Mexer com eleição não dá, dizem.

“O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, teve um comportamento pró-democracia muito firme. Não podemos ceder às ameaças feitas no intuito de desviar o foco da CPI”, disse o senador Omar Aziz (PSD-AM) à Coluna.

Circulam no Congresso relatos de que Luis Miranda (DEM-DF) teria mostrado a deputados do Centrão trecho de áudio de 50 minutos da conversa com o presidente, quando diz ter denunciado suposto esquema na Saúde.

Segundo os relatos, na conversa não apareceria apenas o nome do deputado Ricardo Barros (PPPR), mas também de outros caciques do PP.

Do governador de São Paulo, João Doria (PSDB): “Esse espírito autoritário não tem amparo na população nem no STF nem no Congresso. Seria um enorme retrocesso qualquer ato que impedisse as eleições de 2022”.

Do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB): “O presidente está colocando as eleições em risco. É muito grave o ataque que ele faz a um ministro da Suprema Corte, com as palavras que utiliza. O presidente demonstra total incapacidade de aceitar as diferenças”.

Novos ataques

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro e o ministro do Supremo e presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. Durante um evento em Porto Alegre neste sábado (10), sem usar máscara, Bolsonaro disse que Barroso “não tem moral” e não “deveria estar no Supremo, mas sim no Parlamento”.

“O ministro Barroso defende a redução da maioridade para estupro de vulnerável, ou seja, beira a pedofilia o que ele defende. Também defende o aborto, a legalização das drogas”, afirmou o presidente.

O Supremo desmentiu frontalmente o presidente, provando que Barroso, ao contrário do que disse Bolsonaro, defendeu a condenação por estupro de vulnerável.

No evento na capital gaúcha, Bolsonaro também questionou a última pesquisa divulgada pelo Datafolha que apontou o ex-presidente Lula na liderança da corrida presidencial e voltou a insinuar que a urna eletrônica não é confiável.

“Se aquele de nove dedos (Lula) tem 60%, segundo o Datafolha, vamos fazer o voto impresso e auditável pra ver se ele ganha realmente no primeiro turno”, afirmou o presidente ao defender a PEC do voto impresso, que tramita no Congresso Nacional.

Ele ainda criticou a confiabilidade das urnas eletrônicas mais uma vez: “O que o Barroso quer é a volta da roubalheira, a volta da fraude eleitoral”, disse, segundo o Estadão.

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Tecladista Flc
11 de julho de 2021 15:45

O STF esta sereno porque já estão descobrindo o que Lula quiz dizer se o filho for preso, ele leva os “”ministros “” , junto, logo vamos ver a queda desta “””suprema corte “” , parece que estão com medo do chamado “”Daniel “”, divulgado pela imprensa e nas redes sociais, vamos ver o que vai acontecer!!

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