Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2020
O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta das 11h30 de helicóptero e fez um sobrevoo pela Esplanada dos Ministérios, onde ocorria neste domingo (24) mais uma manifestação pró-governo. Ele postou um vídeo de dentro do helicóptero, mostrando a movimentação no local: “Brasília agora. Ordem e progresso”, escreveu.
Uma hora depois, Bolsonaro pousou na área da vice-presidência e participou do ato em frente ao Palácio do Planalto, sendo saudado como ‘mito’ pelos manifestantes. O evento foi transmitido ao vivo de sua página no Facebook. Há faixas contra o Supremo Tribunal Federal, a imprensa, e bandeiras do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos.
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e o deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), acompanharam o presidente. Bolsonaro não estava usando máscara de proteção, recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e que tem uso obrigatório em Brasília, e abraçou crianças que furaram o bloqueio.
Nas manifestações anteriores que ocorreram na Esplanada, os apoiadores puderam ficaram mais próximos ao presidente. Mas hoje, o esquema de segurança deixou os manifestantes na grade em frente à Praça dos Três Poderes.
Perfil incomoda Planalto
Em apenas cinco dias de atividade – de segunda à sexta-feira passada -, o perfil do Twitter Sleeping Giants Brasil, de ação anti-fake news, ganhou mais de 215 mil seguidores e obteve a cooperação de pelo menos 35 empresas de renome. O sucesso foi registrado em post da versão original da iniciativa, vinda dos Estados Unidos, quando foram atingidos 68 mil seguidores: “Nos EUA quase levou um ano para chegar a esse resultado”. O site incomodou o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o secretário de Comunicação do governo federal, Fábio Wajngarten.
O modo de atuação é simples: eles verificam que anúncios estão sendo alocados – por meio de uma ferramenta publicitária do Google – em sites de fake news. É então feito um alerta às empresas anunciadas, que muitas vezes só especificam qual perfil demográfico de leitor querem atingir e não sabem que sua propaganda foi parar em um portal de notícias falsas. A companhia, então, informada do que está acontecendo, cadastra o endereço indesejado em uma lista, para que sua propaganda não seja exposta lá.
A prática é chamada de “desmonetização”, já que o site colocado nessa lista fica sem a verba do anunciante. Se muitas empresas desmonetizam o mesmo portal, ele passa a ser financeiramente insustentável. A estratégia foi primeiro adotada pelo publicitário americano Matt Rivitz – do Sleeping Giants original – há mais de três anos, e foi responsável pela perdição financeira do Breitbart News, de Steve Bannon. Projetado para receber € 8 milhões (quase R$ 50 milhões), em 2016, ele perdeu 90% dos anunciantes, segundo o que o próprio ex-estrategista de Donald Trump relata no documentário The Brink, de 2018. Com a identidade revelada por veículos conservadores, Rivitz recebeu ameaças de morte.
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